Notícias do Vale do Paranhana.

Detentora da da Olympikus e da gestão nacional da terceira maior marca de esportivos no mundo, a Under Armour, a Vulcabras Azaleia amplia seu portfólio.

A calçadista, que tem em Parobé o seu Centro de Desenvolvimento de Calçados da América Latina, comprou os ativos e assume a marca Mizuno no Brasil. Anteriormente operada pela Alpargatas S.A., a Mizuno está há mais de 20 anos no Brasil e faturou, aproximadamente, R$ 444 milhões em 2019.

— Adquirimos a robusta operação da Mizuno no Brasil para ampliar ainda mais a nossa relevância no segmento de artigos esportivos. Colocaremos à disposição das nossas marcas Mizuno, Under Armour e Olympikus o maior Centro de Desenvolvimento e Tecnologia da América Latina e uma moderna fábrica, capaz de produzir qualquer tênis do mundo — comenta Pedro Bartelle, CEO da Vulcabras.

O fechamento da negociação, de R$ 32,5 milhões em ativos, está condicionado à conclusão dos contratos com a Mizuno Corporation e está sujeita à validação e autorização do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Após essa etapa, o acordo estará concluído e a operação será iniciada.

Com o contrato, a empresa poderá desenvolver e produzir itens da Mizuno, incluindo calçados, vestuários e acessórios, distribui-los em território nacional e/ou comercializá-los diretamente ao consumidor, por meio de lojas próprias e/ou canais eletrônicos, por período inicial superior a dez anos.

— A Vulcabras Azaleia tem como diferenciais a flexibilidade na produção, a rapidez na reposição e a agilidade na distribuição. Esse conjunto nos torna presentes e competitivos em todo o território brasileiro, e são pilares estratégicos que nos fazem ganhar cada vez mais espaço no mercado. A rapidez de reposição da nossa empresa, particularmente, faz com que nossos clientes consigam se abastecer de maneira mais segura, sem ter que assumir compromissos com muita antecedência e, dessa maneira, possam planejar seu negócio de forma mais assertiva — complementa Pedro.

IMPORTÂNCIA DO SUBSETOR ESPORTIVO

De acordo com a Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), o subsetor de esportivos é mais intensivo em mão de obra que a média do segmento, devido à maior complexidade produtiva. Representa 9,2% do volume de produção de calçados no Brasil (de 908 milhões de pares em 2019) e mais de 15% do faturamento da indústria calçadista (R$ 23 bilhões em 2019).

“A produção de calçados esportivos cresce acima da média setorial. Entre 2017 e 2019, a produção, em volume, cresceu em média 2,7% ao ano, ao passo em que a produção de calçados total cresceu, em média, 0,3% ao ano”, afirma em nota.

A entidade não possui dados de participação de mercado.