Notícias do Vale do Paranhana.

Taquara está mobilizada na elaboração do seu Plano de Mobilidade Urbana. Para auxiliar nesta construção, o Município conta com a empresa TcUrbes Arquitetura e Urbanismo, de São Paulo, que venceu a licitação pública e oferece serviços com alto impacto positivo nas esferas social e ambiental das cidades.

Além dela, a comunidade tem um grande papel na estruturação do Plano e é convidada a participar da segunda e última Consulta Pública, a realizar-se no dia 26 de março, às 19h30, no Centro Educacional Indio Brasileiro Cesar (rua Júlio de Castilhos, 2500, sala 08).

Após esta audiência, segundo o secretário de Segurança, Trânsito e Mobilidade Urbana, parte-se para a conclusão do Plano.

— O Plano apontará cenários para cinco, dez e 15 anos. O projeto compreende sete etapas de trabalho para a construção do plano. Esta Consulta Pública é a sexta etapa do projeto e visa a apresentação do relatório físico, do diagnóstico e do plano de ação para que então possa-se seguir à consolidação do plano em si que, através de uma minuta de lei, vai para Câmara Municipal de Vereadores para aprovação — destaca o secretário.

Neste encontro serão apresentados os principais problemas e as soluções previstas a eles debatidos em reuniões com o núcleo gestor do município que integra técnicos da prefeitura, membros da sociedade civil e representantes de movimentos sociais, bem como, dados coletados através da Pesquisa de Mobilidade, disponibilizada por meio eletrônico à população interessada.

Conforme previsto na Política Nacional de Mobilidade Urbana – PNMU (Lei 12.587/2012) todos os municípios, com mais de 20 mil habitantes, devem elaborar, até abril de 2019 (Lei 13.683/2018), o seu Plano de Mobilidade Urbana. Quem descumprir a regra ficará impedido de receber recursos orçamentários federais destinados ao setor.

Alguns dos problemas prioritários apontados na primeira Audiência Pública, promovida em 4 de dezembro de 2018 foram, em relação ao Sistema Viário, a falta de sincronia nos semáforos, rampas de acesso aos cadeirantes e precariedade de calçadas e ruas; em relação ao transporte não motorizado, falta de rampas de acessibilidade e calçadas, de ciclovias e ciclofaixas e de faixas e semáforos para pedestres.

Referente ao transporte público, foram apontadas poucas linhas para o interior, má conservação dos ônibus e falta de integração entre as linhas; acerca do transporte motorizado individual, falta de vagas para estacionar, conversões e educação para a sinalização, e, sobre o transporte de carga, foram apontados a necessidade de espaço específico para carga e descarga, regulamentação do trânsito de veículos pesados na área central e fiscalização do transporte de coleta, tração animal e humana.