Notícias do Vale do Paranhana.

Em entrevista coletiva na terça-feira (26), a Polícia Civil de São Paulo afirmou que, mesmo faltando todos os laudos do caso entre o casal Paulo Bilynskyj, de 33 anos, e a modelo de Parobé Priscila de Bairros, de 27, a “hipótese não fechada é de que houve tentativa de homicídio seguida de suicídio”. As informações são do Uol.

No último dia 20, o delegado da Polícia Civil foi internado após ser atingido por três tiros. De acordo com a versão de Bilynskyj, a modelo Priscila teria disparado contra ele seis vezes e, em seguida, ela se matou no apartamento dele em São Bernardo do Campo.

A polícia ainda investiga o caso e não descarta as outras possibilidades: feminicídio, homicídio e legítima defesa. Segundo o delegado Alberto José Mesquita Alves, titular do 1º DP (Distrito Policial) de São Bernardo, ainda falta a análise de todos os exames feitos após o ocorrido.

— O necroscópico do corpo da Priscila, das lesões do Paulo, que precisa entender como ele foi atingido, DNA, sangue, perícia, balística, quebra de sigilo telefônico, para falar a verdade, nós dependemos ainda de todos os laudos — afirmou.

Durante a entrevista, o delegado seccional de São Bernardo do Campo Ronaldo Tossunian ressaltou que “não há nenhum corporativismo, nenhuma preocupação por ele ser delegado de polícia, queremos saber o que fato aconteceu no local”.

Mensagens para ex revelam que delegado temia modelo

Policiais civis voltaram nesta quarta-feira (27) ao apartamento do delegado Paulo Bilynskyj, em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, onde a modelo Priscila Bairros morreu no último dia 20, e ele foi ferido com seis tiros. Troca de mensagens entre Bilynskyj e a ex-namorada, na véspera do crime, sugere que ele estaria preocupado com o comportamento da modelo.

O delegado responsável pelo caso e os peritos levaram duas armas que pertencem a Bilynskyj e ficaram durante duas horas dentro do apartamento dele.

Os investigadores não quiseram dizer o motivo da nova perícia no imóvel, mas chamou a atenção o fato de usarem duas armas quando, na versão de Bilyinskyj, a modelo usou apenas uma pistola para atingí-lo e depois se matar.

Até agora cinco testemunhas foram ouvidas.

O Jornal da Record teve acesso ao inquérito policial do caso. Nas 53 páginas do documento estão informações como a troca de mensagens entre o delegado e uma ex-namorada momentos antes dos disparos.

A conversa entre Paulo Bilynskyj e uma amiga começou às 21h15 da véspera do crime, quando o delegado revela que terminou o relacionamento com a modelo e que está com medo de ela fazer algo errado.

Ele escreve que a preocupação é que Priscila pegue uma arma dele. O delegado diz que a modelo está chorando muito.

AS MENSAGENS

Às 21h18, a ex-namorada escreve que não conseguiria dormir com uma pessoa assim ao lado dela, com tantas armas ali. Paulo Bilynskyj responde que está preocupado.

Às 21h29, o delegado diz que Priscila vai para um hotel. Depois, às 23h15, fala que ela iria passar a noite no apartamento mesmo.

Às 23h18, ele diz que vai dormir no quarto de hóspedes e que as armas estão com ele. A ex-namorada pede para ele trancar a porta.

A conversa é retomada cedo pela manhã, às 6h22. O delegado diz que a modelo ainda está desesperada e que ela acha que está grávida.

Às 8h09, ele manda a última mensagem antes dos tiros serem ouvidos pelos vizinhos. E escreve: “O que eu faço?”

O advogado da família da modelo, José Roberto Rosa, chama a atenção para o fato de as mensagens parecerem antecipar o desfecho.

— Parece estranho, mas o que eles conversaram no dia anterior, à noite, acabou ocorrendo no outro dia de manhã. Ou seja, a possibilidade dele atentar contra a vida dele, a vida dela — disse.