Notícias do Vale do Paranhana.

Sofrendo os efeitos econômicos da pandemia de Covid-19 e da estiagem que afetou as lavouras de verão, o Rio Grande do Sul registrou entre janeiro e agosto de 2020 a extinção de 88,6 mil vínculos de emprego formal, o que representou redução de 3,5% do contingente total de empregos do segmento mais protegido do mercado de trabalho.

Mulheres, trabalhadores menos escolarizados e a população com idade igual ou superior a 50 anos foram os mais afetados pela retração. Comércio e Serviços foram os setores da economia que mais apresentaram fechamento de vagas.

A variação do emprego formal, que teve como fonte os dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) da Secretaria da Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, é um dos apontamentos disponíveis no Boletim de Trabalho, divulgado nesta quinta-feira (15) pelo Departamento de Economia e Estatística (DEE), vinculado à Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG).

O documento, elaborado pelos pesquisadores Guilherme Xavier Sobrinho e Raul Bastos, é dividido em duas seções e também analisa o comportamento do mercado de trabalho no RS até o segundo trimestre do ano com base nas informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua/IBGE).

Conforme o estudo, as perdas foram generalizadas no Estado. Das nove regiões funcionais (RFs) que preenchem o território gaúcho, oito amargaram saldo negativo de vagas com carteira assinada.

Em termos relativos, a maior queda no emprego ocorreu no Litoral Norte (RF4). Por lá, houve saldo negativo de cerca de 6,2 mil vagas. Com isso, o estoque total de postos na região caiu de 58,9 mil em janeiro para 52,7 mil em agosto. Representa baixa de 10,5%.

De janeiro a agosto, a segunda maior retração no emprego foi registrada em Porto Alegre e Região Metropolitana (RF1). O estoque local encolheu 5% durante o ano, com a perda de 58,7 mil vagas.

A Região Sul (RF5) vem na sequência. Houve fechamento de 5,8 mil vagas, o que reduziu o total em 4,4%.

A única área com desempenho positivo foi a dos vales do Rio Pardo e Taquari (RF2). O estoque subiu 0,8% de janeiro a agosto, com o acréscimo de 1,5 mil vagas.

*Com informações de Jornal do Comércio e GZH