Notícias do Vale do Paranhana.

Os restos mortais de um canoense de 24 anos, encontrados no terreno de um sítio de Taquara na noite desta terça-feira (18), indicam uma técnica pouco comum no Rio Grande do Sul, mas bastante utilizada por traficantes dos morros do Rio de Janeiro.

O processo conhecido como “micro-ondas” consiste em carbonizar o corpo da vítima dentro de pneus, minimizando, desta forma, vestígios que possam identificá-la. Tanto é que foi necessário que os policiais encontrassem no mato objetos pessoais do trabalhador e estudante para que se tivesse a certeza que se tratava realmente do jovem desaparecido desde o último dia 31.

— Tudo indica que fizeram esta crueldade. Porém, é algo que só será certificado com a posterior entrega dos laudos da perícia — aponta o delegado Mario Souza, diretor da 2ª Delegacia de Polícia Regional Metropolitana [DPRM], que acompanhou a investigação desde o início.

A violência do crime chocou a maior parte da imprensa que marcou presença na coletiva organizada pela Polícia Civil, na manhã desta quarta-feira (19), na sede da Regional, em Canoas.

— Foi achado pouco mais que uma ossada — explicou o também delegado Thiago Carrijo, responsável pela Delegacia de Homicídios de Canoas.

— Este tipo de crime em geral está ligado ao tráfico de entorpecentes, que é uma das hipóteses por trás desta morte tão violenta que aconteceu com o rapaz. É claro que ainda não sabemos se existe relação entre a vítima e os dois criminosos presos. Sabemos que ele as conhecia, mas não o grau de envolvimento. Só ao final da apuração chegaremos às respostas.”

*Com informações do jornal NH