Notícias do Vale do Paranhana.

O laboratório de falsificação de moeda fechado pela Polícia Federal nesta quarta-feira (29), em Três Coroas, era considerado um dos três principais do país, “pelo volume e qualidade das cédulas que produzia”, disse o delegado Rodrigo Koehler ao jornal NH.

O chefe da organização foi preso em flagrante em sua casa, no Vale do Paranhana, onde o laboratório era mantido em um cômodo, onde foram localizados vários equipamentos utilizados pelo criminoso. As notas eram encaminhadas, através de distribuidores, para todos os estados principalmente através dos Correios e transportadoras.

Segundo a investigação, laboratório colocava no mercado de de quatro a dez mil cédulas por mês, dependendo da demanda.

— O prejuízo é na economia e também ao pequeno comerciante, em seu dia a dia — destacou o delegado.

O suspeito, conforme Koehler, já havia sido preso pelo mesmo crime há 19 anos.

— Mas esse tipo de cédula ele estava produzindo há cerca de quatro anos. Não basta você ter um parque gráfico bom, se você não conhece várias técnicas gráficas você não consegue simular os principais itens de segurança — relatou o delegado, destacando que o preso tem grande conhecimento gráfico.

Apesar do grande volume de produção, a alção não levantava suspeitas.

— Ele era cuidadoso. As embalagens, restos de insumos, ou cédulas que não foram guilhotinadas corretamente ou não ficaram com a coloração ideal, não eram descartados no lixo. Ele queimava na churrasqueira — conta o delegado.

No local foram apreendidos papéis, impressoras, tintas, equipamento gráfico variado e material de acabamento.

Prejuízo de milhões

Conforme a PF já foram identificadas, apreendidas e retiradas de circulação mais de 28 mil cédulas que teriam sido produzidas pelo grupo, entre notas de 10, 20, 50 e 100 reais. Tais cédulas falsas, se somadas, atingem o valor de face de quase R$ 2 milhões.

Médico era parte do esquema

Também foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão em Cruz Alta, Canela e Torres. No litoral um médico foi preso em flagrante apontado como um dos distribuidores.

— Ele era um conhecido [do líder], ele comprava as cédulas e revendia — explica o delegado da PF.

Conforme o investigador, o foco vira para os distribuidores.

— Primeiro atacamos a raiz do problema e agora seguimos em buscas dos demais.

O crime para produção ou negociação de moeda falsa prevê pena de 3 a 12 anos de reclusão. Os suspeitos também deverão responder por organização criminosa, com pena de 3 a 8 anos.