Notícias do Vale do Paranhana.

Um ano e dez meses após as eleições de 2016, na tarde desta segunda-feira (13), o prefeito interino Moacir Jagucheski transmitiu o cargo ao prefeito eleito Irton Feller. A transição iniciou às 14h, no Cartório Eleitoral de Taquara, onde ocorreu a diplomação de Feller e da vice Marizete Pinheiro. Às 18h, na Sociedade Cultural e Recreativa, teve início a solenidade oficial de posse.

Após, Feller e comitiva se dirigiram à prefeitura, onde receberam as chaves de Jagucheski, que retorna ao cargo de presidente da Câmara de Vereadores.

Durante seu discurso, Jagucheski falou sobre a experiência de ter exercido a função durante um ano e oito meses.

— Foi um período de muito aprendizado. Fizemos muito pela cidade e agimos com muita transparência em nossas ações. Hoje além da chave da sede administrativa entrego também a chave de uma nova ambulância, que já está a disposição de nossa comunidade — avaliou.

Em sua fala, já como prefeito empossado, Feller fez menção ao período de emancipação de Parobé e ao boom industrial que o município vivenciou nos anos 80. De acordo com ele, o sentimento é de resgate do desenvolvimento.

— Viemos de longe. De outras caminhadas. De outras trajetórias. Como costuma dizer a Marizete, nós estamos aqui desde que Parobé é Parobé. Eu nasci aqui. Mas há outros que vieram de diversas partes do Estado e do País que fizeram um desenvolvimento extraordinário. A emancipação veio em 1982, quando a população era de 7 mil habitantes. Hoje são cerca de 60 mil. De uns anos para cá, começamos a perder para o nordeste e outras regiões empresas que estavam aqui estabelecidas. O nosso valor adicionado de ICMS, hoje, é menor do que o de 1983, algo que causa perplexidade. Nós temos a intenção de fazer uma mobilização em torno da comunidade assim como fizemos na emancipação. Parobé era um pequeno distrito de Taquara, e, de uma uma hora para outra, tornou-se a maior cidade do Vale do Paranhana. E por isso, eu quero novamente conclamá-los: quem sabe fazemos uma reemancipação? Mas para isso precisamos nos unir. Sem picuinhas ou divergências. Eu não quero olhar para trás, não quero mágoas. Quero aproveitar o curto espaço de tempo para que possamos chegar o mais perto possível de nossa cidade sonhada — discursou Feller.

ENTENDA O CASO EM 4 MOMENTOS

1 A candidatura de Irton Feller foi indeferida devido à rejeição das contas da Companhia Riograndense de Artes Gráficas (Corag) no período em que presidiu o órgão.
2 Com isso, o Executivo de Parobé foi assumido interinamente pelo vereador Moacir Jagucheski (PPS), presidente do Legislativo.
3 O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) anulou a sentença de primeira instância ao considerar que não houve fundamentação suficiente e pediu que fosse feita nova avaliação. O candidato recorreu ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE).
4 Já em fevereiro deste ano, o TSE negou agravo envolvendo a candidatura de Feller e determinou que o processo voltasse para julgamento em 1º grau. No dia 3 de agosto, a decisão coube ao juiz eleitoral Rafael Peixoto, que determinou a diplomação imediata.