Notícias do Vale do Paranhana.

Melhorar a qualidade de atendimento e buscar parcerias com a comunidade são as principais metas que a administração do Hospital São Francisco de Assis, de Parobé, procura desenvolver. Desde junho do ano passado, a administração municipal assumiu o controle da casa e, conforme o administrador do hospital, Fernando Branco, uma das medidas práticas foi reformar a parte térrea da instituição, que há 17 anos estava inativa. “No térreo, haverá de 25 a 30 leitos destinados à pediatria, obstetrícia e ginecologia. Também queremos fazer uma pracinha e investir, com a ajuda de voluntários, em atividades recreativas que ajudem as crianças a se recuperarem”, enfatiza.

Ainda conforme Branco, todas as pessoas que trabalham na instituição são qualificadas em suas áreas de trabalho. “É difícil manter um hospital. A saúde pública é um problema, mas dentro do possível estamos providenciando melhorias”, afirma o administrador. A prefeita Gilda Maria Kirsch explica que o hospital passou por situações difíceis por falta de recursos. “Não recebemos repasses de verbas federais porque ainda não houve o cadastro do município. Com isso, tivemos que arcar com as despesas e atrasamos o pagamento dos funcionários do hospital, mas até fevereiro tudo se normalizará”, garante a prefeita.

No próximo mês, a prefeitura e a administração do hospital prestarão contas à comunidade parobeense e aos representantes de setores ligados à saúde. “Os problemas que ainda temos são frutos de pendências o ano passado. Queremos a parceria de todos, pois quem ganha com isso é a população”, enfatiza Gilda.

Segundo Gilda, já foi realizada a compra de equipamentos de mamografia, ecografia e um Raio X. “Antes, gastavámos R$ 23 mil mensais para levar pacientes a Porto Alegre. Conseguimos comprar uma van e estamos economizando R$ 7 mil por mês que está sendo aplicado no hospital”, salienta.

Além dos investimentos realizadas na casa de saúde, o atendimento prestado também é muito elogiado. O indústriário José Amilton Martins, 45 anos, que está com sua mãe hospitalizada, elogia o atendimento no hospital. “Não há o que reclamar. Não é a primeira vez que tenho que internar minha mãe e sempre foi bem atendido pelo SUS”, afirmou.

“Vamos conseguir atender a todos com qualidade, indepentemente de ser pelo Sistema Único de Saúde (SUS), convênios ou particulares”, frisa Gilda. Segundo a prefeita da cidade, a inauguração das reformas do hospital está prevista para meados de março.