Notícias do Vale do Paranhana.

Os trabalhadores da saúde de Canoas entraram em greve geral por tempo indeterminado no último dia 5 e, como consequência, a situação reflete nas cidades do Vale do Paranhana. Os atendimentos de ortopedia, neurologia e neurocirurgia, que são regionalizados e feitos pelo Hospital de Pronto Socorro (HPS), estão suspensos.

O Tribunal de Contas do Estado (TCE-RS) emitiu uma cautelar determinando que a Prefeitura de Canoas suspenda os pagamentos relacionados a duas parcerias firmadas com o Grupo de Apoio à Medicina Preventiva e à Saúde Pública (Gamp) para prestação de serviço na área da saúde. A decisão apontou possíveis irregularidades nos contratos.

Dessa forma, os pagamentos dos funcionários dos hospitais daquela cidade, dentre eles o HPS passaram a ser de responsabilidade do município de Canoas. Contudo, as dificuldades financeiras e atrasos dos salários, geraram greve de funcionários.

Parobé é um dos municípios que envia pacientes para cidade da região metropolitana.

— É uma situação muito delicada, que está afetando os demais municípios da região metropolitana. Os agendamentos de três especialidades não estão mais sendo feitos. Não há retorno e sabemos que a greve é legítima, mas também há o lado da comunidade, que não pode ficar sem atendimento. Torcemos que essa situação se resolva o quanto antes e que seja favorável para todos — comenta a secretária de Saúde de Parobé Marizete Pinheiro.