Notícias do Vale do Paranhana.

A Confederação Nacional do Transporte (CNT) divulgou nesta segunda-feira (13) a terceira edição do Anuário CNT do Transporte 2018 – Estatísticas Consolidadas. Essa é a terceira edição do anuário e traz dados consolidados do ano passado. Os dados podem ser vistos aqui.

De acordo com o estudo, a qualidade geral das rodovias gaúchas pesquisadas pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) caiu entre 2007 e 2017.

Na classificação geral, enquanto que em 2007, 1.260 km eram considerados ótimos, apenas 349 quilômetros atingiram esse patamar em 2017. Por outro lado, aumentou consideravelmente os índices de regular e ruim neste período.

Em 2007, 3.138 quilômetros estavam em condição regular e 731 km classificados como ruim, no passado, essas categorias passaram para 3.820 quilômetros (regular) e 1.371 quilômetros (péssimo).

Neste período, houve aumento no total de quilômetros avaliados, passando de 7.540 quilômetros (2007) para 8.818 quilômetros (2017).

APENAS 12,4% DE ESTRADAS PAVIMENTADAS

A condição da rodovia é analisada a partir de três fatores: pavimento, sinalização e geometria. Em relação às condições do pavimento, houve queda naqueles que apresentavam conceito ótimo em 2007 (4.612 quilômetros) na comparação com 2017 (2.936 quilômetros).

Por outro lado, aumentaram as demais categorias, como os trechos péssimos, que passaram de 49 quilômetros (2007) para 216 (2017). Sobre a sinalização, também houve considerável queda na categoria ótimo, passando de 2.704 km para 429 quilômetros. Já o critério geometria foi o único que apresentou movimento inverso. Na classificação ótimo, passou de 154 quilômetros (2007) para 303 (2017).

Com mais de 800 tabelas, o documento faz um diagnóstico dos modais rodoviário, ferroviário, aquaviário e aéreo no país.

— O trabalho da CNT é essencial na medida que pode balizar a elaboração de projetos e de políticas públicas relacionadas ao setor de transporte — explicou o presidente da CNT, Clésio Andrade.

MENOS ACIDENTES, MAIS MORTES

O levantamento também consolidou a evolução dos acidentes nas rodovias entre 2008 e 2017. Nesse período, o número de acidentes passou de 11.260 para 6.386, representando uma redução de 56,7%. Ao mesmo tempo, o número de óbitos se manteve estável, sendo 399, em 2008, e 391, no ano passado. Assim, o índice de mortes por acidente, aumentou, passando de 3,5% (2008) para 6,1% (2017).

RODOVIAS DA REGIÃO

Quatro rodovias estaduais cortam a região. Confira as cotações de cada uma atribuídas pela CNT e imagens feitas pela reportagem na tarde desta segunda-feira (13).

A RS-020 (Taquara) é uma entre as piores do Estado. Tanto que foi a única na região a ganhar uma cotação de “péssimo”. Há ondulações, buracos e sinalização e retornos precários tanto em direção à localidade de Fazenda Fialho quanto na subida da serra. Isso sem falar na ponte sobre o Rio dos Sinos, danificada há 5 anos.

Extensão pesquisada km: 46
Estado Geral: Ruim
Pavimento: Regular
Sinalização: Regular
Geometria da Via: Péssimo

A RS-115 (Taquara – Igrejinha – Três Coroas), em geral, está em bom estado (com exceção da geometria)

Extensão pesquisada km: 43
Estado Geral: Bom
Pavimento: Bom
Sinalização: Bom
Geometria da Via: Ruim

A RS-239 (Taquara – Parobé – Rolante)

Extensão pesquisada km: 76
Estado Geral: Regular
Pavimento: Bom
Sinalização: Regular
Geometria da Via: Regular

No final de 2017, foi concluída a recuperação do trecho entre os kms 52 e 64 . Atualmente há trabalho de duplicação da rodovia no trecho entre a ERS-020 e a ponte sobre o Arroio Tucanos

Foi inaugurado neste ano um novo retorno espera zero, localizado no km 49 da rodovia, próximo à ERS-115

Trecho entre Taquara e Parobé está em boas condições

A ERS-474 (Rolante) é a única rodovia na região que ganhou cotação “ótimo”. A estrada que liga Rolante a Santo Antônio da Patrulha é exemplar.

Extensão pesquisada km: 34
Estado Geral: Bom
Pavimento: Ótimo
Sinalização: Bom
Geometria da Via: Bom