Notícias do Vale do Paranhana.

Cerca de 800 pessoas acompanharam o desfecho do Cordas Vivas 2018 no Centro de Eventos da Faccat nesta quarta (12), praticamente lotando as dependências como já havia ocorrido na noite de abertura. Entre o público, o clima foi de catarse coletiva diante de um belo espetáculo de som e luzes que contou com 19 músicas, que foram do cancioneiro popular, com ‘Sítio do Pica Pau Amarelo’, de Gilberto Gil, ao beatle George Harrison.

O último dia, aliás, teve forte presença do rock — inclusive em sua manifestação mais genuinamente brasileira. A pequena Isadora Jacobus (foto abaixo) mostrou grande presença de palco ao interpretar um mix de clássicos da Jovem Guarda. Liziane Klein trouxe uma interpretação cheia de personalidade e de seu reconhecido talento na cena da região em ‘Like a Rolling Stone’, composição de Bob Dylan também gravada pela turma de Mick Jagger.

O carisma de Isadora e a prova de que boa música não tem idade

Também teve U2, com ‘Angel of Harlem’ puxada pela guitarra do cicerone do evento, Álvaro Vicente, e Vinicius Becker como intérprete. ‘Under Pressure’, do Queen, foi outro belo momento de Liziane Klein ao microfone, marcada pelo característico baixo, tocado por Keidi Cn. Mais adiante, o beatle Paul McCartney foi reverenciado com ‘Band on The Run’, clássico de seu projeto solo Wings. No palco, Gustavo Linden trocou a guitarra pelo microfone, ritmado pela cozinha de Otávio Rodrigues e Eduardo Santos, e sob os clássicos acordes distorcidos executados por Eduardo Grings e Régis Moewius. Nos metais, Iran Mello, Marcelo Camargo e Rodrigo Campos deram um colorido especial aos arranjos de um dos mais belos momentos do espetáculo.

Mas a “brasilidade” e o regionalismo também estavam lá. E com força. O som de Pernambuco foi devidamente representado por um de seus mais legítimos divulgadores em ‘Só Quero Um Xodó’, de Dominguinhos, com a voz de Bruna Silva. A Bahia igualmente se fez presente com a música universal dos Novos Baianos em ‘Brasil Pandeiro’, maravilhosamente cantada pelo trio Cecília Stumpf, Érica Stumpf e Orlando Stumpf. Representando a música do extremo sul do país e do continente, de forma intimista, o grupo Paysanos, com os violões de Matheus Krummenauer e Maykell Paiva, juntamente do guitajón de Gabriel Barros e o acordeon de Luiz Gustavo Dallastra foram demoradamente aplaudidos depois da execução marcada por grande esmero técnico de ‘Juso’ (vídeo abaixo).

 

Já o pop, com a leve e deliciosa ‘Banana Pancackes’, de Jack Johnson, conduzida pela voz do experiente Tiago Aguiar e acompanhada da levada praiana do ukelelê do jovem Vicente Kayser (foto abaixo), marcou bons momentos da apresentação. Um clássico 80s eterno, ‘Girls Just Want To Have Fun’, de Cindy Lauper, foi celebrado pela performance de Eduarda Kollet.

Uma das marcas do Cordas Vivas é a integração de músicos experientes com jovens talentos

Ao fim, um grande time formado por nomes como Thiago Heinrich, Álvaro Paz, Eduardo Santos, Elias Mohamed e Otávio Rodrigues subiu para o último ato com o mantra rock and roll ‘My Sweet Lord’, faixa do clássico álbum All Things Must Pass, de George Harrison.

CAUSA SOCIAL

De cunho social, o Cordas Vivas 2018 beneficiará a Ong Vida Breve, com repasse dos valores arrecadados com a venda dos ingressos. A ação contou com o apoio da Faccat, TCA – Internet de Fibra, Estação Cópias, Via Brevi, Corpo e Imagem Personal Studio e LC Incorporações.