Notícias do Vale do Paranhana.

Paulo Bilynskyj, delegado de Polícia de São Paulo, vai estar em Novo Hamburgo neste final de semana, ministrando um curso em um clube de tiro do município.

O policial, que também é instrutor de tiro, foi baleado seis vezes em uma suposta briga com a namorada, a modelo Priscila Delgado de Bairros, de 27 anos, natural de Parobé. O caso aconteceu em maio deste ano, e Paulo chegou a ficar 13 dias internado, recebendo alta em junho.

Bilynskyj é, além de delegado, professor em um curso preparatório. Declaradamente armamentista e crítico quanto a pautas feministas e de Direitos Humanos, ele é ativo nas redes sociais, onde mantém canais em redes sociais com milhares de seguidores e costuma publicar posts sobre a sua rotina.

O curso que o policial vai dar em Novo Hamburgo acontece neste sábado e domingo, no Clube de Tiro M16, que fica no bairro Operário. De acordo com postagem do Clube, no Facebook, as inscrições estavam praticamente esgotadas no início da tarde desta sexta-feira (11), restando poucas vagas para a turma de domingo. O valor não foi aberto ao público em geral, mas a média de valor cobrado em outro cursos oferecidos pelo policial estava na casa dos mil reais.

O CASO

Bilynskyj afirmou à investigação que levou seis tiros de sua namorada depois de Priscila ver uma mensagem no celular dele que não gostou. Na versão do policial, ela teria se matado após atirar contra ele.

Já a modelo foi encontrada ainda com vida no corredor do apartamento, com uma marca de tiro na altura do peito. Ela foi socorrida a um hospital próximo, mas não resistiu ao ferimento.

Um PM que atendeu a ocorrência relatou na delegacia que calculou que havia oito estojos de munição e uma pistola Glock 9mm com um carregador municiado ao lado, além de um projétil amassado no corredor que dá acesso à cozinha, o que indicaria que houve mais de sete tiros no apartamento.

Ainda no depoimento, Paulo disse que em nenhum momento teve contato físico com Priscila e que viu quando ela virou arma para o próprio peito e disparou. Ele achou que o tiro tivesse sido de raspão.

Paulo declara que não chegou perto de Priscila depois do disparo fatal porque “que queria sair de perto dela”.

O advogado contratado pela família da modelo para acompanhar as investigações classificou depoimento como confuso, com pontos que precisam ser melhor esclarecidos pelo delegado.

Exames residuográficos feitos nas mãos da modelo atestaram que, por ter resíduos de pólvora, ela pode ter atirado. Nas mãos do delegado, porém, nada foi feito, uma vez que ele estava em estado grave e foi levado para o hospital com urgência.

*Com informações de UOL, jornal NH e R7