Notícias do Vale do Paranhana.

Ainda há presos sob custódia da Brigada Militar em frente ao prédio da Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA), na Rua Guilherme Lahm, no centro de Taquara.

A situação ocorre devido ao número de vagas para casos especiais (quando envolve detentos com ensino superior, mulheres ou menores de idade): seis no total. Entre segunda-feira (26) e quarta-feira (28), a via ficou bloqueada devido à superlotação das celas.

Conforme a delegada titular da DP do município, Rosane de Oliveira, a rua não está mais bloqueada e o tráfego de veículos e pedestres é normal.

Segundo Rosane, “o excesso de presos é decorrente do bom trabalho que vem sendo bem realizado pela Polícia Civil e Brigada Militar, visando à segurança de toda a comunidade”.

— Nosso objetivo não é ser carcereiro, mas, sim, trabalhar e proteger a nossa comunidade, combatendo a criminalidade. Estamos fazendo nosso trabalho, o problema é que o trâmite judiciário acaba represando os detentos aqui até que eles sejam encaminhados para presídio, o que impacta em situações como a que temos hoje, por exemplo, em que a BM precisa ficar custodiando dois homens presos — explica.

Ela ainda ratifica que, se necessário, trancará a rua novamente para proteger a população.

— Se tivermos que trancar o fluxo na rua para proteger a comunidade, faremos novamente. Nossa comunidade quer segurança e nós prezamos por isso — acrescenta.

Conforme a Superintendência de Serviços Penitenciários (Susepe), a medida válida para presos do semiaberto desde quinta-feira (29), que visa ao monitoramento de presos por meio de tornozeleiras, instalou entre ontem e hoje 40 dispositivos de monitoramento.

*Com informações do jornal NH