Notícias do Vale do Paranhana.

Quem passar pela rua Doutor Edmundo Saft, no centro de Taquara, perceberá algumas mudanças nos canteiros que dividem os sentidos da via. A fim de resgatar um pouco a história da cidade está em andamento a restauração dos 14 canteiros que iniciam na rua Júlio de Castilhos, ao lado da Praça Marechal Deodoro, e seguem pela Edmundo Saft até o cruzamento com a rua General Emílio Lúcio Esteves.

A ideia surgiu há dois anos entre um grupo de amigos entusiastas pelo município, como o vice-prefeito, Hélio Cardoso Neto.

— A intenção é reconstituir os canteiros que são centenários, acompanhando o restauro da Casa Vidal. Um dos canteiros, que fica no cruzamento com a Emílio Lúcio Esteves, foi retirado, com autorização do Conselho Municipal de Trânsito, para melhoria do tráfego e facilidade de acesso aos veículos, os demais serão mantidos e restaurados — menciona o vice-prefeito.

Uma das idealizadoras da proposta, Ana Lúcia Holmer Bauer Schweitzer, explica que quando construíram os canteiros não havia a rua General Emílio Lúcio Esteves, e, desde a abertura da mesma, há muitas décadas, o canteiro ficou em local impróprio à passagem de veículos, que têm que fazer um desvio para passar, sendo assim, necessária a retirada e a instalação de nova sinalização de trânsito.

Ana diz-se apaixonada por Taquara e comemora esta realização.

— É um dos sonhos da minha vida, uma obra simples, que revitaliza e enobrece esta parte da cidade, desde a praça até a Emílio — comemora Ana Lúcia.

A ideia, segundo ela, é refazer dois canteiros com as pedras originais e os demais com pedras similares, já que muitas perderam-se com o tempo.

— São pedras portuguesas, as mesmas que estão na calçada em frente ao Palácio Piratini, na capital. Naquela época, em que estas obras foram construídas, buscava-se pedras em Portugal por meio de embarcações — comenta.

PRECIOSISMO 

Todos os canteiros serão restaurados com a intenção de replicar o projeto original composto de canteiros retangulares de aproximadamente quatro metros de comprimento e um metro de largura; pedras portuguesas nas cores chumbo, preto e branca, sendo uma margem lateral em tom chumbo, uma flor de liz branca em cada ponta e os demais preenchimentos na cor preta.

Em cada canteiro serão mantidas ou plantadas azaléias (árvores de até dois metros de altura com flores rosas), ao centro, e, estremosas, em cada uma das laterais. As estremosas são pequenas árvores originais da época, com altura de até cinco metros, forma arredondada, de folhas pequenas ovais. No outono, tomam a cor avermelhada. As flores são pequenas nas cores branca, rosa-claro, rosa-forte e vermelhas. Floresce a partir de novembro, permanecendo em floração até final do verão. As demais árvores e plantas que hoje integram os canteiros serão retiradas e replantadas. Os coqueiros serão replantados no Parque do Trabalhador e os Ipês, na Praça Marechal Deodoro.

A obra está sendo realizada em parceria com o Instituto Vitória, que fará toda a parte de restauração. A Secretaria de Obras e Serviços Urbanos acompanha com a retirada do canteiro, a Secretaria de Segurança, Trânsito e Mobilidade Urbana, participa da sinalização do trecho e analisa a construção de uma pequena rótula no espaço do canteiro suprimido e a Secretaria de Meio Ambiente acompanha a retirada e o plantio das espécies.