Notícias do Vale do Paranhana.

Uma manifestação pequena e pacífica, em frente ao Hospital de Caridade, marcou o primeiro dia da paralisação de parte dos funcionários da casa. Conforme a administradora do hospital, Ana Lopes, a grande maioria dos funcionários, porém, trabalhou normalmente. “A casa de saúde está aberta e atendendo à população”. Ana Lopes ainda salienta que a manifestação partiu de um pequeno grupo de funcionários e de ex-funcionários que não estavam satisfeitos, criando uma situação desconfortável. “Sempre buscamos um diálogo e explicamos a situação. Estamos com os salários atrasados, mas eles entendem o problema e pegam junto. Se não fosse assim, o hospital não teria ninguém para atender as pessoas. Até alguns dos funcionários que estavam se manifestando contra pediram para voltar a trabalhar”, ressalta. A administradora do hospital informou ontem que 97% dos funcionários da instituição de saúde estão trabalhando normalmente.

O diretor do Sindicato de Saúde do Estado (SindiSaúde/RS), Gilmar França, diz que a mobilização é também um protesto à postura da diretoria do hospital. “Queremos a criação de um conselho gestor para administrar a casa de saúde”, destaca.

França destaca que a crise no setor da saúde é geral, porém em outros hospitais do Estado as administrações abrem espaço e buscam soluções coletivamente, ao contrário do hospital de Taquara. O diretor sindical esclaram que os manifestantes estão há três meses sem receber os salários, além de 13.º e outros direitos trabalhistas.

Uma das manifestantes, a técnica em enfermagem Vanessa Lepinitz, destaca que a proposta da paralisação é reivindicar o pagamento de salários atrasados. “Não queremos conflitos. Queremos resolver e encontrar uma solução pacificamente”, salienta.

Os manifestantes informam que a paralisação continuará até que sejam resolvidos os impasses. O movimento conta com o apoio de outras entidades do município.