Notícias do Vale do Paranhana.

O advogado José Roberto Rosa, que representa a família da modelo parobeense Priscila Delgado, morta no apartamento em que vivia com o companheiro, o delegado Paulo Bilynskyj, afirma que o contexto apresentado pelas investigações da polícia até o momento levam a crer que “a história não é essa que foi contada.” A família, segundo ele, “não tem como aceitar a tese de suicídio”.

O advogado afirma que, até o momento, não teve acesso aos laudos de exames residuográfico, realizado em Priscila e no delegado, nem ao necroscópico e o de corpo de delito realizados na modelo. A modelo foi encontrada com uma marca de tiro no peito no apartamento em que vivia com Paulo em São Bernardo do Campo, em São Paulo. Segundo a versão do delegado, ela teria atirado seis vezes contra ele e na sequência contra si própria.

— Tudo que temos são situações informais passadas à minha equipe. Não temos o embasamento técnico que está no papel. Causa estranheza a resistência da Polícia Civil. Esse contexto todo nos leva a crer que a história não é essa que foi contada. Não tem como a família aceitar a tese de suicídio — afirma o advogado da família.

Alguns fatos, segundo ele, levam a família a questionar a versão dada pelo delegado e companheiro da modelo.

— Não havia qualquer ideia de que havia uma crise, eles estavam com casamento marcado, família pronta para ser visitada, clima tranquilo. Todos foram surpreendidos com o cenário apresentado — afirma ele.

Além disso, o advogado reforça que no primeiro momento em que falou sobre o caso, Paulo Bilynskyj iniciou uma fala de autodefesa.

— Ele tentou dar um norte defensivo e, além disso, os peritos não conseguem extrair material da mão e dos braços dele. Se havia uma pessoa fazendo uma gravação naquele momento, porque não se pode fazer uma extração do material — questiona.

Na sequência, Rosa também questiona o fato de que uma advogada do delegado teria entregado uma receita médica que teria sido dada à modelo.

— A família não tinha conhecimento do medicamento. No passado, esse remédio foi utilizado para questões que envolvem ansiedade com alimentação e não com intenções suicidas — avalia.

Esses fatos, segundo ele, levaram a defesa da família de Priscila a acreditar que questionar a versão de Paulo.

— O trabalho da perícia é fundamental, informações extra autos indicam que ela não poderia ter disparado contra si própria. Também é importante lembrar que o material pólvora evapora poucas horas depois — conclui.

*Com informações de R7