Notícias do Vale do Paranhana.

De acordo com a titular da 2.ª Coordenadoria Regional da Educação (CRE), Terezinha Roque, as cargas horárias em escolas da região estão sendo supridas. “Para nós da 2.ª CRE, as demandas já estão supridas”, afirma Terezinha. Com isso, algumas escolas que tem professores faltando, só terão que aguardar o período burocrático (realização de exames médicos e perícias) para receber os novos professores. Sendo assim, os alunos ainda podem aguardar 30 dias para começar a ter as aulas, pois esse periodo burocrático pode durar todo este tempo. “Vai depender de cada um”, realçou Terezinha, ainda se referindo aos professores.

As novas nomeações e contratações para suprimento das cargas horárias são temporárias. Segundo a 2.ª CRE serão supridas 25 horas de Português na Escola Pró-Morar; 28 horas de Matemática na Escola Olívia Lahm Hirt e 35 horas Português/Inglês na Escola Berthalina Kirsch em Igrejinha. Em Taquara, a Escola Felipe Marx receberá professor para suprir 25 horas de Português/Literatura.

Porém, mesmo com as nomeações, alguns educandários da região ainda estão com muitos problemas. Na escola Rodolfo Von Ihering, de Taquara, o problema da falta de professores continua. De acordo com a diretora Regina Jung Müller, não houve nenhuma evolução positiva no quadro desde o começo do ano. No colégio, duas turmas de quinta a sexta série estão sem aulas de português desde o começo do ano passado. Além disso, não há secretária no turno da noite.

Na escola Albino Souza Cruz, de Rolante, os problemas são mais graves ainda. Segundo a diretora Elisiane Menegaz, não há serventes, de modo que o trabalho de limpeza segue sendo realizado voluntariamente por professores e funcionários. Além disso, faltam docentes de História, Química e um para a primeira série. Não há bibliotecária, nem profissionais para o setor de informática. Falta, ainda, uma secretária para organizar os dados que precisam ser cadastrados no sistema informatizado do Estado. A diretora, tomou a decisão na escola, de não realizar mais os chamados “tapa buracos”, ou seja, professores não estão sendo escalados para lecionarem matérias sem que tenham a devida habilitação. “Ou a educação é de qualidade, ou não é”, sentencia Elisiane Menegaz.