Apresentação

Este blog é uma tentativa de traduzir o trabalho do pensamento em palavra escrita, com direito a falhas, equívocos e perdões.
Obrigado aos que tiveram o trabalho de dedicar sua atenção!

Perfil

Marcos Kayser é um empresário com formação em filosofia. Um de seus sonhos é ainda dar aulas de filosofia em escolas públicas. Escreveu o livro O Paradoxo do Desejo, com prefácio de Márcia Tiburi, onde investiga a "mecânica do desejo nas relações de poder". Escreveu também o livro Quando Tamanho não é documento, contando a história da gestão da TCA, empresa da qual é co-fundador e foi vencedora do Prêmio Nacional de Inovação. Co-fundador também da Scopi, desenvolvedora de um software que ajuda na criação e execução de planos estratégicos, cuja ambição é ajudar o Brasil a criar a cultura do planejamento.

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Quando o trabalho pode virar lazer

Reportagem da Zero Hora neste domingo, mostrou o quanto trabalham os gaúchos. Segundo pesquisa coordenada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o Rio Grande do Sul é o segundo estado brasileiro com o maior número de pessoas, cuja jornada de trabalho semanal ultrapassa 49h. O estado aparece com 19,8% de trabalhadores acima desta carga horária, enquanto que o primeiro colocado é Mato Grosso com 20,7%. Lembrando que este Estado foi colonizado por gaúchos. A média entre os Estados brasileiros é de 15,9%.  Outro dado relativo ao trabalho é que no RS há mais pessoas em idade ativa efetivamente trabalhando. Os números comprovam a fama do gaúcho de trabalhar muito, o que necessariamente não garante  as melhores compensações financeiras. Trabalhar mais em horas não é sinônimo de produtividade, fazer mais e melhor com menos, entre outras palavras. O trabalho dos gaúchos gera menos riqueza do que o de paulistas, fluminenses e catarinenses, conforme levantamento da revista britânica The Economist.  O perfil da economia no RS, formada por muitas empresas familiares, também ajuda a explicar as longas jornadas: o pequeno empreendedor e sua família não batem cartão nem negociam horário com o chefe, mas trabalham enquanto houver cliente – explica Lúcia Garcia, coordenadora da Pesquisa de Emprego e Desemprego do Dieese. Essa realidade é mais clara no setor de comércio e serviços. Se para muitos, trabalhar parece ser um sacrifício, para outros, dedicar a metade do dia ao trabalho é um prazer, um gozo. O êxtase é trabalhar prazerosamente, fazendo do trabalho uma espécie de lazer, o que não é ficção! Se em dado momento de ócio, quando estamos sem nenhum trabalho por e para fazer, decidirmos trabalhar, por livre e espontânea vontade, estamos diante da possibilidade do trabalho ter virado lazer, ou isso estará muito próximo de acontecer.

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