Apresentação

Este blog é uma tentativa de traduzir o trabalho do pensamento em palavra escrita, com direito a falhas, equívocos e perdões.
Obrigado aos que tiveram o trabalho de dedicar sua atenção!

Perfil

Marcos Kayser é um empresário com formação em filosofia. Um de seus sonhos é ainda dar aulas de filosofia em escolas públicas. Escreveu o livro O Paradoxo do Desejo, com prefácio de Márcia Tiburi, onde investiga a "mecânica do desejo nas relações de poder". Escreveu também o livro Quando Tamanho não é documento, contando a história da gestão da TCA, empresa da qual é co-fundador e foi vencedora do Prêmio Nacional de Inovação. Co-fundador também da Scopi, desenvolvedora de um software que ajuda na criação e execução de planos estratégicos, cuja ambição é ajudar o Brasil a criar a cultura do planejamento.

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Procura-se diversificação econômica

Um dos temas que preocupam o Vale do Paranhana é a falta de diversificação econômica na região. Historicamente, o Paranhana tem no setor do calçado sua principal fonte de desenvolvimento, geração de emprego e renda. Há cidades como Igrejinha, Parobé, Rolante e Três Coroas, que o percentual de empregos gerados no setor calçadista ultrapassa os 60% do total de empregos. Em Três Coroas este percentual é maior que 70%. Isso significa que estas cidades e, por consequência, a região tem uma economia nada diversificada, o que determina uma dependência quase exclusiva dos movimentos do setor calçadista. Não é difícil, nem precipitado, constatar que o risco para o desenvolvimento econômico e social do Paranhana é muito alto. Hoje a economia brasileira está estável, mas e quando surgir instabilidade, semelhante ao ocorrido em tempos passados? Ao mesmo tempo em que a indústria calçadista continua merendo cuidado e receber apoio, é a “menina dos olhos”, os munícipios precisam pensar em planos consistente de diversificação. Para isso, é fundamental envolver a sociedade civil organizada, entidades representativa do setor produtivo, como é assim nomeado, ou seja, entidades como a CICSVP. Não basta investir num distrito industrial, não basta as Instituições de ensino superior oferecerem cursos tradicionais como o de Psicologia e Enfermagem, sem desmerecê-los, é claro. Diante do cenário, o Paranhana precisa algo maior no sentido da inovação. Outras regiões estão muito à frente, inclusive com incubadoras instaladas. O empreendedorismo precisa ser fomentado e é indispensável integrar, discutir e planejar com visão de longo prazo. A Agenda Paranhana 2020 está aí para ser uma espécie de centro de confluência de idéias e planos. A Agenda não tem dono, é de todos, o que para muito pode parecer estranho, mas é uma proposta de mudança cultura que precisa ser compreendida e apreendida por todos, especialmente por lideranças que detém poder de decisão e governam. O desafio está lançado, a trilha traçada e as ferramentas disponíveis a quem dispor de vontade, que não seja muito apegado à vaidade.

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