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Tem dias em que a gente acorda com energia para trabalhar a todo vapor. O detalhe é que as máquinas a vapor já foram substituídas por tecnologias muito mais eficientes. Por que será, então, que essa expressão continua sendo sinônimo para “plena atividade”?

Fato é que nossa linguagem sempre absorve conceitos de épocas passadas. A informática e as telecomunicações estão cheias de termos que se referiam a alguma coisa, mas hoje definem objetos ou ações bem diferentes. Já reparou? Vamos a alguns exemplos.

Discar

Houve um tempo, nem tão distante assim, em que os telefones fixos tinham um disco com algarismos de 0 a 9. O usuário precisava enfiar o dedo no dispositivo e girar o mecanismo para fazer uma chamada.

Esse movimento ficou conhecido como discar o número. No caso, rodar o disco.

Embora os sistemas de telefonia tenham se atualizado, a palavra continua em uso. Os dicionários registram o verbo “discar” como o ato de selecionar e digitar números num celular.

telefone de disco

Antigamente, “discar” era rodar o disco. Imagem: Reprodução

CC

Os e-mails já não são muito populares para conversas pessoais, mas continuam úteis na comunicação corporativa. Quando precisamos encaminhar uma mesma mensagem a vários destinatários, é comum recorrermos ao CC – recurso que, em português, ficou conhecido como “com cópia”.

Acontece que essas letrinhas são a sigla para “carbon copy” (cópia em carbono). O nome se inspira nas antigas máquinas de escrever.

Na época em que os escritórios não tinham impressoras nem multifuncionais, era necessário usar papel carbono entre as folhas de ofício. Isso permitia ao datilógrafo redigir várias cópias do documento simultaneamente.

Shift e Backspace

Falando mais um pouco da era pré-digital, vale lembrar como funcionavam esses equipamentos. Cada tecla acionava uma alavanca individual que, por sua vez, pressionava o caractere sobre a fita de tinta. Então, a letra ou o número ficavam marcados diretamente no papel.

De início, havia botões diferentes para maiúsculas e minúsculas. Isso mudou em 1878, com a introdução do Shift. Como o nome em inglês indica, ele trocava o mecanismo interno, fazendo com que a mesma tecla pudesse ter duas funções.

O Shift dos teclados digitais não realiza uma troca mecânica, mas o nome se manteve. Aconteceu o mesmo com o Backspace. Nas máquinas de escrever, ele dava um “espaço para trás”, fazendo o aparato retroceder para que se pudesse corrigir um erro ortográfico. Acredite: isso foi uma revolução.

Slide

Outro dispositivo que caiu em desuso foi o projetor de slides, lâminas fotográficas semitransparentes. O foco de luz ampliava as imagens, que eram exibidas, em sequência, numa superfície branca.

O aparelho era muito usado em palestras, mas cedeu lugar às apresentações de Power Point e Keynote. Não é por acaso que cada nova tela num arquivo .ppt é chamada de slide. Uma série de fotos rodando automaticamente também recebe o título de slide show.

Rebobinar e filmar

Ninguém precisa rebobinar um filme da Netflix. Porém, quando se usava VHS, era necessário voltar a bobina da fita magnética até o ponto inicial para assistir ao vídeo novamente. Algumas videolocadoras cobravam multa dos clientes que descumprissem essa exigência.

O símbolo de rewind perdura até hoje. Ele indica o comando para retornar a uma cena anterior.

Já o termo “filmar” remete aos primórdios da sétima arte, quando as imagens eram capturadas num filme fotográfico. Hoje, ainda que as gravações sejam digitais, muita gente diz que está filmando um vídeo.

camera obscura

O princípio da câmera escura originou a fotografia. Imagem: Reprodução/Wikipédia

Câmera

Aliás, o que você usa para registrar imagens? Uma câmera. A palavra vem de camera obscura, uma caixa fechada com um orifício numa das faces. A luz entra por esse buraco, atinge a parede interna oposta e exibe a cena externa, invertida.

As primeiras câmeras escuras tinham o tamanho de uma sala. Foi esse princípio óptico que deu origem à fotografia e a todas as inovações subsequentes. Em 2019, câmera pode ser simplesmente o aplicativo de um smartphone.

Álbum

Após tirar suas fotos, você pode arquivá-las num álbum. Não estamos falando de um post no Facebook, mas daquele objeto físico que muitas famílias ainda guardam em casa.

E aí vem mais uma curiosidade: no início do século XX, os discos eram de cera e rodavam em gramofones. Essas mídias suportavam pouco mais de três minutos de música em cada lado. Portanto, a única maneira de ter uma coleção de obras do mesmo artista era montando um álbum musical.

Isso mesmo. Os bolachões ficavam empacotados num grande livro. Depois surgiram o vinil, o cassete e o CD, com mais capacidade de armazenamento.

Ainda assim, o conceito de álbum se manteve através das décadas. Ele designa qualquer projeto musical mais extenso – isso porque, quando a banda lança apenas três ou quatro faixas, costuma chamar o trabalho de EP (extended play), tal como eram os compactos de vinil dos anos 1970 e 1980.

álbum de música

Assim eram os primeiros álbuns de música. Imagem: Reprodução

Resumindo, a tecnologia se transforma, apesar de algumas tradições linguísticas permanecerem. Tanto faz se seu álbum é em streaming, se o slide é digital ou se você disca um número de telefone via Skype. O importante é ter uma conexão de qualidade para trabalhar e se divertir.

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