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Nem sempre é fácil acreditar nas informações que encontramos na internet. Os aplicativos de mensagens são um meio para a propagação de notícias falsas. Também existem softwares que manipulam áudio e vídeo, forjando cenas malucas com um impressionante realismo. Por isso, num mundo conectado, desconfiar virou regra.

Ainda assim, há verdades incontestáveis… Ou quase. Vem crescendo o número de pessoas que tentam desbancar fatos considerados absolutos pela Ciência. Para essa gente, vacinas causam autismo e a Terra é plana. E o coro das teorias conspiratórias reverbera bastante em alguns ambientes on-line.

Histórias são mais emocionantes que fatos

Uma reportagem do El País suscita questões sobre o fenômeno do terraplanismo. Como, em 2019, alguém pode pensar que nosso planeta é um disco achatado flutuando no Espaço?

Segundo o texto, trata-se do exemplo mais extremo dos tempos de incerteza que vivemos atualmente. É que, quando a realidade se mostra muito confusa ou complexa, há uma tendência humana em buscar respostas simples e reconfortantes para aquilo que não entendemos. Pouco importa que as estatísticas ou os estudos acadêmicos contradigam esses dogmas. A gritaria da opinião encobre a fala serena da razão.

Ironicamente, os cientistas ajudam a compreender tal movimento ilógico. “Nossos circuitos neurais respondem às emoções mais que aos dados”, resume Susana Martínez-Conde, diretora do laboratório de Neurociência Integrada da Universidade Estadual de Nova Iorque. Isso explica como um simples boato de redes sociais pode ganhar tanta força entre um grupo de indivíduos.

Vamos a um exemplo. Talvez você não se lembre de todos os números de uma planilha do Excel, mas certamente se recorda de alguma história que ouviu na infância, né? Pois então. A conversa, a troca de experiências e o contato interpessoal criam memórias muito mais fortes. Apegamo-nos mais a elas que às informações insípidas de um documento escrito.

Porém, as histórias que nos emocionam podem não refletir o cenário total. Acontece muito durante campanhas eleitorais. Você decide apoiar certo candidato, pois acredita nas propostas e “todo mundo” vai votar nele. Aí chega o dia do pleito, as urnas são apuradas e o cara fica em terceiro lugar. “Fraude”, os derrotados vão bradar, exigindo recontagem.

Convenhamos: “todo mundo” que declarava voto no Fulaninho era apenas um círculo restrito de amizades. Os posts que você lê no feed do Facebook não são uma amostragem fiel do eleitorado brasileiro. Apesar disso, por estarem tão presentes no seu dia a dia, parecem uma verdade suprema. Eis uma famigerada bolhas de conteúdo da internet. (Vale a pena clicar no link e reler o post que preparamos sobre o tema!)

Youtube ajuda a reforçar teorias conspiratórias

Qualquer ser humano é suscetível a cair nas armadilhas das próprias emoções, principalmente na web. Em meio à sobrecarga de informações que circulam pela rede, os produtores de conteúdo precisam arranjar meios de fisgar a atenção da audiência. Não é à toa que eles apelem aos sentimentos mais viscerais do público, como a raiva, a tristeza e a dor. Já reparou como vídeos violentos viralizam com frequência?

Logo da Sociedade Terra Plana, fundada em 1956.

Diante desse panorama, as teorias conspiratórias ganham espaço. Basta o narrador falar com veemência, reunir depoimentos de um ou dois “especialistas” e utilizar frases de efeito: A MÍDIA ESTÁ ESCONDENDO A VERDADE. O GOVERNO NÃO QUER QUE VOCÊ SAIBA DISSO!

Ainda de acordo com a reportagem do El País, os cientistas veem o Youtube como uma espécie de catapulta para pensamentos paranoicos. A maioria dos terraplanistas cita a plataforma como uma “fonte confiável de evidências”. Muitos, inclusive, passaram a acreditar que a Terra é plana após verem vídeos que os convenceram disso.

Parte da culpa pode estar nos mecanismos psicológicos de cada sujeito. Há um pouco de narcisismo aí: “eu detenho o conhecimento, enquanto o resto da humanidade permanece na ignorância”.

Por outro lado, o algoritmo do Youtube também tem sua parcela de responsabilidade. A ferramenta de links relacionados é programada para oferecer material de interesse do usuário, fazendo com que ele passe mais tempo no site.

Desse modo, se a pessoa curtiu um vídeo sobre a suposta farsa do 11 de setembro – e algumas juram que o ataque às torres gêmeas não foi obra de terroristas –, então vai gostar de saber que o planeta nunca foi uma esfera com polos achatados. Em pouco tempo, aparecem vários vídeos sobre Terra plana e o delírio ganha força: “se tanta gente acredita naquilo, deve ser real”.

Claro que fazer chacota desse séquito de fanáticos não resolve o problema. Desinformação se combate com educação de qualidade.

De qualquer forma, fica o aviso: você não precisa mergulhar no submundo da web para encontrar opiniões controversas sobre os grandes mistérios do Universo. As teorias da conspiração estão a um clique de distância. Portanto, pesquise suas referências com cautela. A melhor opinião é baseada em fatos, não em suposições.

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