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Pequenas distrações ao longo do dia fazem bem, até mesmo no trabalho. Quem reserva alguns minutos para visitar sites de compras, conferir as redes sociais ou jogar online consegue dar um “reset” no cérebro. Depois do intervalo, é possível retomar as tarefas com mais atenção.

É o que constatou o pesquisador Brent Coker, da Universidade de Melbourne, na Austrália. Contudo, ele alerta para o exagero. Passar de 15% a 20% da jornada procrastinando afazeres atrapalha a concentração e, por consequência, derruba a produtividade. Imagine o prejuízo para a empresa.

Não se trata apenas do atraso nas entregas ou da perda de qualidade. Os próprios recursos materiais – computadores, energia elétrica, conexão à internet – são desperdiçados. Aí, dependendo da quantidade de conversas no Whatsapp ou de vídeos no YouTube aos quais você assista, a chefia pode tomar atitudes drásticas.

Está no artigo 482 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT): a desídia (negligência) nas funções corporativas rende demissão por justa causa. Resolver assuntos particulares durante o expediente pode parecer normal. Porém, talvez seus empregadores não tenham a mesma opinião, principalmente se o faturamento diminuir.

Claro que desconectar-se do mundo lá fora seria difícil. Ainda assim, as equipes podem chegar a um acordo para o uso responsável da internet no ambiente de trabalho. O melhor a se fazer é documentar um plano de conduta, com regras claras para todos.

homem lendo notícias num tablet

É importante tirar pausas para ler notícias ou jogar online

Manual corporativo para o uso responsável da internet

Toda empresa pode ter um manual de uso da internet. Com esse instrumento, os colaboradores aprendem os hábitos considerados adequados – e, também, conhecem as consequências, caso alguma norma seja descumprida.

Não que o documento tenha caráter estritamente punitivo. A intenção é orientar os colegas, tendo em vista a sustentabilidade dos negócios. Além disso, alguns comportamentos individuais põem em risco a segurança dos sistemas internos. Devem, portanto, ser desestimulados.

Todos os trabalhadores podem contribuir com sugestões de boas práticas. Em companhias maiores, é fundamental a colaboração conjunta dos setores de Gestão de Pessoas e de Tecnologia da Informação. Dessa forma, encontra-se um equilíbrio entre as necessidades dos funcionários e os objetivos organizacionais.

Cabe lembrar que as restrições variam de acordo com a natureza do cargo. Por exemplo, espera-se que um analista de Marketing tenha livre acesso às redes sociais. Para o técnico contábil, que não lida diretamente com o público online, a política pode ser outra. Ou não. Tudo depende das soluções definidas em conjunto.

Logo, não existe um modelo único de manual para o uso responsável da internet. As regras que valem para um time nem sempre se aplicam a outros. O que podemos indicar, isto sim, são sugestões de ações inaceitáveis – até porque muitas delas envolvem aspectos legais, que ultrapassam as instâncias internas de uma corporação. Confira uma possível lista de proibições:

– Baixar conteúdo pirata (software, música, filme ou qualquer documento protegido por copyright);

– Visitar sites pornográficos ou que incitem à violência;

– Utilizar a rede para enviar mensagens ofensivas ou de assédio;

– Divulgar dados sigilosos ou estratégicos da empresa, como senhas, relatórios e protótipos de produtos;

– Falar de projetos da companhia em blog ou post de rede social;

– Utilizar o e-mail corporativo para assuntos pessoais;

– Abusar do uso de dispositivos móveis, como celular e tablet, para tratar de questões pessoais durante o expediente;

– Navegar por sites que possam configurar ameaça, como introdução de vírus e spywares no computador;

– Desativar firewalls e programas de segurança para burlar qualquer uma destas regras.

Mulher usa celular no trabalho

Passar tempo demais no celular pode comprometer o rendimento no trabalho

Empresas podem monitorar a rede interna

Existem serviços de monitoramento que ajudam a verificar se as regras estão sendo cumpridas. Esses sistemas compilam informações como sites visitados, horários de acesso e tempo de permanência em cada domínio. Ou seja, os gestores sabem quantas vezes o funcionário parou para ler notícias ou xeretar no Facebook.

A companhia também pode fiscalizar o conteúdo dos e-mails corporativos. No entanto, esse direito não se aplica às mensagens particulares (Gmail, Hotmail), nem aos posts de redes sociais protegidos por configurações de privacidade.

Qualquer punição deve se basear no código de conduta. Em outras palavras, um colaborador só poderá sofrer penalidades se a situação imprópria constar no rol de restrições. Por isso, a cartilha de uso responsável da internet precisa estar disponível a todos os trabalhadores.

Reiterando: trata-se de um instrumento de orientação, não de penalização. Os especialistas afirmam que, após um deslize, a melhor abordagem é a conversa. Medidas severas devem ser tomadas apenas se as más práticas forem recorrentes. Com esses cuidados, cria-se uma cultura organizacional baseada no bom senso e no respeito mútuo.

Gostou das dicas? Que tal implementar essa ideia na sua empresa? Depois, só falta conhecer os Planos de Fibra Ótica da TCA. Com um manual de uso responsável e uma conexão de qualidade, sua equipe tem tudo para aproveitar o melhor da internet.