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Jogos geralmente têm início, meio e fim. Há um desafio e os participantes precisam realizar tarefas para alcançar um objetivo final. Pode ser a conquista de um território, a derrota do inimigo ou a resolução de um quebra-cabeça, tanto faz. Fato é que a maioria dos games, dos shooters aos passatempos mais casuais, acabam.

A exceção vai para uma categoria conhecida como sandbox (caixa de areia). Nesse caso, o jogador pode explorar o universo virtual com mais liberdade, sem necessariamente concluir a saga do herói. As atividades paralelas podem ser tão divertidas quanto a história principal.

Porém, existe um título que leva essa lógica ao extremo. Estamos falando do Minecraft, sucesso inquestionável há dez anos.

Muita gente compara esse jogo a uma brincadeira de Lego: é só juntar os blocos e, com eles, ir montando o que quiser. Sim, na prática é isso mesmo. Não existem manual de instruções nem regras preestabelecidas. Tampouco há vilões ou campos de batalha – pelo menos não num primeiro momento. De início, tem-se apenas uma tela vazia na qual a pessoa pode construir qualquer coisa.

Qualquer coisa mesmo. Já teve sujeito erguendo um modelo da Torre de Babel, fazendo réplicas de foguetes da NASA e até recriando Porto Real, a capital de Westeros da série Game of Thrones. Apesar dos gráficos toscos da plataforma, os resultados impressionam pela riqueza de detalhes. E o mais surpreendente é que não se trata de um trabalho rápido, pois os tijolinhos precisam ser encaixados um a um.

king's landing no minecraft

Gamers recriaram Westeros no Minecraft. Imagem: Reprodução

Claro que tamanho esforço requer bastante colaboração. As obras mais grandiosas do Minecraft normalmente são coletivas. Aliás, a comunidade de gamers participa ativamente desse projeto desde o início.

O jogo partiu das mãos de um único cara, Markus Persson. O programador sueco lançou a primeira versão em 2009, admitindo que o código estava incompleto. O feedback dos usuários, que apontavam bugs e sugeriam melhorias, foi crucial para o aperfeiçoamento do game.

Talvez o componente social seja uma das principais explicações para o êxito do Minecraft. Um artigo no blog da companhia Game Sparks destaca essa questão. Segundo o texto, muitos fãs mantêm servidores próprios apenas para jogar juntos. (E tem quem diga que a tecnologia afasta as pessoas…)

Já o jornal inglês The Guardian aponta o ambiente on-line como uma importante ferramenta de inclusão. O jornalista Keith Stuart, cujo filho tem transtorno do espectro autista, relata como o guri encontrou um meio para se expressar. Ele quase não fala e tem pouca paciência para desenhos manuais, mas consegue construir casas no Minecraft.

“Para muitas crianças – especialmente as não neurotípicas, as tímidas e as solitárias –, essa é uma maneira de fazer amizades significativas sem ter que lidar com as dificuldades do contato físico”, resume Stuart. E o melhor de tudo é que, num universo aberto e sem limites, a criatividade pode correr solta.

Como bem diz um editorial do site Digital Edge, os cínicos acreditam que a sociedade perdeu a imaginação. Na opinião deles, o entretenimento da TV e dos videogames praticamente não contribui para o intelecto humano. No entanto, o Minecraft mostra que as pessoas gostam de elaborar ideias. Mais que isso, elas persistem para transformar suas ideias em realidade, ainda que a realidade esteja na tela de um PC.

Os números dão uma dimensão do sucesso. O pequeno estúdio Mojang, desenvolvedor do Minecraft, foi vendido à Microsoft em 2014 por 2,5 bilhões de dólares. Hoje é possível jogar o game em 21 plataformas diferentes, entre consoles e computadores. São mais de 176 milhões de cópias vendidas e 90 milhões de usuários ativos por mês. Estima-se que apenas o inexorável Tetris tenha um desempenho parecido.

E tem mais. Em breve, a franquia vai ganhar as salas de cinema de todo o globo. Uma coprodução da Suécia com os Estados Unidos vai tornar o mundo dos blocos de montar cenário para um filme live action. A previsão de estreia é março de 2022.

Algumas dúvida de que, dez anos depois, o Minecraft ainda está longe do fim? Que tal explorar as possibilidades dessa “caixinha de areia” digital você também?

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