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Dizem que uma imagem vale mais que mil palavras. Na informática, há exemplos que corroboram a sabedoria popular. Basta abrir um software de reprodução de vídeo e ver: você pode executar os comandos guiando-se apenas por ícones.

Mas, como qualquer alfabeto, esses desenhos também surgiram de algum lugar. A seguir, vamos contar a história por trás de alguns deles.

Play, stop e pause

Não existe uma explicação definitiva sobre quem tenha sido o criador desses símbolos. O que se sabe é que eles começaram a ser usados nos anos 1960, em gravadores de rolo.

O triângulo deitado funcionava como uma seta, indicando para onde a fita magnética correria. Como alguns aparelhos giravam nas duas direções, o desenho podia apontar tanto para um lado quanto para o outro.

Mais tarde, convencionou-se que o sinal de play seria aquele que conhecemos hoje – talvez por acompanhar o sentido de leitura ocidental, da esquerda para a direita. O triângulo “ao contrário” significaria retroceder. Muitos equipamentos da época já apresentavam os ícones de avançar e rebobinar, também: eram a seta duplicada, denotando velocidade rápida.

O stop, um quadrado sólido, transmitia a clara intenção de estabilidade. Funcionava para interromper o movimento da fita magnética, então o mecanismo cessava completamente de operar.

Só que, nos sistemas analógicos de gravação, o ato de dar stop e play gerava ruído. Era preciso encontrar um meio de parar a fita, mas mantendo a máquina em atividade. Surgiu o botão da interrupção breve.

Há quem acredite que as barras paralelas representem uma conexão aberta em um esquema elétrico. Porém, outra interpretação costuma ser mais popular. É que a representação gráfica do pause se assemelha à caesura, uma figura de notação musical usada em momentos de… pausa na melodia, naturalmente.

Ícone de menu

Sabe aquelas três linhas horizontais que ilustram o menu de um site ou de um aplicativo? Elas são conhecidas internacionalmente como hamburger icon, justamente porque parecem camadas de um sanduíche.

Ao contrário dos sinais de play, stop e pause, esse ícone tem um pai bem famoso: o designer Norm Cox, que elaborou o desenho para a Xerox, na década de 1980. Em entrevista ao site Small Business Trends, ele conta que outras opções foram consideradas, como um asterisco (*) e um sinal de mais (+). Ambas pareceram “muito abstratas”, dando lugar à trinca de tracinhos.

O “hambúrguer” permaneceu esquecido por mais de 30 anos. No entanto, com a popularização dos dispositivos móveis, acabou sendo incorporado a várias aplicações. É uma questão de design. O tamanho reduzido ocupa pouco espaço na tela, por exemplo.

Só que esse recurso está longe de ser unanimidade. Alguns profissionais reclamam da falta de eficiência do botão, pois a barra de tarefas fica escondida, demandando mais cliques. “O que não é visto não é lembrado”, afirmam os detratores.

De fato, as linhas horizontais não têm se mostrado tão intuitivas assim. Prova disso é que alguns sites usam a palavra “menu” abaixo do ícone, de modo que visitantes percebam com clareza que há conteúdo a mais para ser visto ali.

Ainda assim, Cox defende a própria criação. Para o designer, a longevidade do hamburger icon evidencia “sua simplicidade, sua utilidade e sua capacidade de ser aprendido e memorizado”.

Bluetooth e USB

Você provavelmente já utilizou algum dispositivo com Bluetooth. Esse padrão tecnológico, que possibilita o envio de dados por frequências de rádio, foi adotado em 1998 por companhias do calibre de Ericsson, IBM, Intel, Nokia e Toshiba.

O nome remete ao formato e a à cor do primeiro aparelho receptor do gênero, que lembrava um dente azul. Já o símbolo é uma junção de duas runas antigas que representavam o rei dinamarquês Harald Blåtand.

Conta a lenda que Sua Majestade tinha um dente azulado de tanto comer mirtilos. Além disso, cumpriu um importante papel na união de facções guerreiras, em terras que hoje compõem os países nórdicos. Ou seja, ele aproximou povos diferentes, da mesma maneira que a tecnologia permite a comunicação entre equipamentos de diversos fabricantes.

Falando nisso, outro modelo disseminado na indústria foram as portas USB (Universal Serial Bus). Com uma entrada dessas, periféricos variados podem se conectar ao computador – do HD externo à impressora, do mouse à caixa de som.

O ícone característico é inspirado no tridente de Netuno, deus romano da água. Nas pontas, encontram-se um círculo, um triângulo e um quadrado, mostrando a diversidade de artefatos que se interligam por meio desse recurso.

Dica: o símbolo do tridente sempre fica para cima. Lembre-se disso, da próxima vez que você tiver dificuldade para acoplar um pendrive num notebook. 😉

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