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Era julho de 2016 quando o mundo real foi invadido por criaturas virtuais. Milhões de pessoas saíram à caça desses monstrinhos, usando smartphones no lugar de armas. Sim, estamos falando do Pokémon Go, um game para dispositivos móveis que rendeu mais de 550 milhões de downloads em 80 dias, segundo a consultoria Newzoo.

A popularidade do jogo deu nova vida à realidade aumentada, uma tecnologia que já estava no mercado havia um tempo, mas que não atendia às expectativas criadas pelo hype inicial. Hoje você encontra recursos similares até em redes sociais como o Snapchat e o Instagram. Porém, no início, a história era um pouco diferente.

Surgimento do QR code: primeiros passos da realidade aumentada

Para entendermos a evolução da também chamada realidade expandida, precisamos retroceder ainda mais no tempo. Em 1994, a companhia japonesa Denso Wave apresentou o QR code, uma alternativa ao tradicional código de barras. A etiqueta formada por quadradinhos brancos e pretos conseguia armazenar muito mais informação, como a origem e as especificações técnicas de um produto.

Logo surgiram os primeiros celulares e webcams capazes de interpretar esses desenhos. Aí, a indústria percebeu novas possibilidades de uso para o QR code.

Quando a câmera capta a imagem da figura, um software “traduz” esse conteúdo. O resultado pode ser um texto, uma imagem ou o link para um site. Se o programador desejar, é possível criar um objeto virtual, misturando fantasia e realidade na tela do dispositivo. É essa sobreposição de ambiente digital e mundo físico que conhecemos por realidade aumentada.

As primeiras aplicações da tecnologia eram relativamente simples. Você acessava um site, apontava a webcam para um pacote de Doritos e enxergava um personagem aprontando estripulias. Podia-se encontrar QR codes em outdoors e até em exposições de arte. No entanto, talvez porque o grande público ainda não entendesse a serventia daquilo, o recurso foi se segmentando em nichos bem específicos.

O mais provável é que você se depare com esses quadradinhos durante uma viagem. O código está no cartão de embarque, armazenando todos os dados sobre o seu voo. Também há exemplos em pontos turísticos. Basta abrir a câmera do celular, enquadrar o totem instalado junto a um monumento histórico e ler curiosidades sobre aquele local.

Não entende a placa? Use o QR code para ler o texto traduzido. Imagem: Jiang Xiaowei/SHINE

Jogos e Stories levam a realidade expandida a um novo patamar

A grande sacada de jogos como o Pokémon Go é que você não precisa mais fotografar um QR code para visualizar a realidade aumentada. O app utiliza novos elementos, como a geolocalização, para inserir personagens digitais em paisagens do mundo físico.

Outro exemplo de evolução da tecnologia são os filtros do Snapchat, que inspiraram o Stories do Instagram. Você saberia dizer como o aplicativo insere orelhas e focinho de cachorro num rosto humano?

Bem, seu aparelho móvel não sabe que existe uma face ali. O algoritmo, isto sim, calcula pontos de referência na imagem da câmera, com base em milhares de fotografias previamente coletadas. Ele já registrou que a região dos olhos é mais escura que as bochechas e tem um modelo do formato da boca. Desse modo, consegue inserir os desenhos digitais no local certo.

No mais, é usada uma espécie de máscara 3D para interpretar os movimentos do usuário. Assim, mesmo que você faça careta ou mude de posição, o filtro se adapta à cena em tempo real.

A facilidade em unir mundo digital e ambiente físico no mesmo espaço, sem a necessidade de um QR code, elevou o alcance da realidade expandida. Você pode fazer muito mais que modificar o cenário de sua selfie ou capturar bichinhos superpoderosos. Dá para montar quebra-cabeça em três dimensões, desenhar em qualquer superfície e até praticar um circuito de corrida com obstáculos virtuais.

Just a Line, app de realidade aumentada do Google, permite desenhar em qualquer superfície. Imagem: Reprodução

Da realidade aumentada à realidade mista

Cabe traçar uma diferença entre realidade aumentada e realidade virtual. Enquanto a primeira mistura criações digitais com objetos físicos, a segunda pressupõe a imersão total. Geralmente, a pessoa utiliza óculos ou outros equipamentos para viver uma experiência 100% virtual.

Só que alguns especialistas acreditam num futuro em que as duas pontas vão convergir. Na dita realidade mista, os limites entre mundo físico e mundo digital ficam cada vez mais borrados.

Como você acha que os próximos anos serão? Deixe um comentário! E lembre-se: qualquer que seja a tecnologia adotada, será preciso ter uma conexão de qualidade para não travar no meio do caminho.

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