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As redes sociais já existiam muito antes da internet. Qualquer grupo de pessoas minimamente estruturado pode ser chamado assim. São as interações entre os sujeitos que determinam laços – afetivos, profissionais e por aí vai. E essas tramas vão estabelecendo uma rede de contatos.

Pense na sua turma da primeira série. Ou nos colegas do escritório. Ou, ainda, nos seus primos e tios. Cada um desses núcleos se constitui em torno de algo em comum.

Crianças da mesma faixa etária são agrupadas numa sala de aula e precisam conviver por determinado período. Trabalhadores se unem em equipe com base não na idade, mas na qualificação técnica. Já as relações de parentesco se dão meio ao acaso, embora sejam indissolúveis.

Estamos ligados a várias dessas teias simultaneamente. Conforme a vida avança e as prioridades mudam, alguns elos tornam-se mais importantes que outros. Os amigos que brincavam juntos na infância nem sempre são os mesmos que saem para as festinhas na adolescência. O parceirão de hoje vira mero conhecido amanhã.

Entretanto, a web bagunçou um pouco essa lógica. A pesquisadora Raquel Recuero, do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFRGS, resume a diferença no livro Introdução à Análise de Redes Sociais Online.

Basicamente, com o desenvolvimento das plataformas digitais, as conexões passaram a obedecer a outros tempos e espaços. O Facebook permite manter contato até com aquele vizinho que se mudou para a Indonésia. No Twitter, enviamos mensagens para gente famosa – e, com sorte, obtemos uma resposta.

Esses vínculos não dependem da mesma interação social de outrora. Basta aceitar uma solicitação de amizade. Basta dar follow. Você não precisa participar ativamente da vida de alguém. Ainda assim, pode acompanhar de perto as novidades que o outro publica. Já parou para pensar nisso?

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Six Degrees: o primeiro entre os sites de redes sociais. Imagem: Reprodução

Breve história dos sites de redes sociais

Até que os sites de redes sociais se transformassem nas ferramentas viciantes que conhecemos hoje, muitos hábitos mudaram. Tudo começou em 1996, quando o empresário Andrew Weinreich fundou o Six Degrees, pioneiro do gênero.

O objetivo era formar uma comunidade. Os internautas podiam criar um perfil e mandar um alô tanto para amigos quanto para amigos de amigos. Obedecia-se à lógica dos seis graus de separação – a ideia de que um indivíduo está, no máximo, a seis conhecidos de distância de qualquer outro habitante do planeta.

Na época, eram poucos os que tinha acesso à internet. Talvez, por isso, o serviço não tenha conquistado muitos adeptos. E vale lembrar que, até a virada do milênio, a World Wide Web era dominada por outros fenômenos: os blogs pessoais e os comunicadores instantâneos, como ICQ e MSN Messenger.

De todo modo, a fórmula inicial estava lançada. O Six Degrees inspirou sites semelhantes, como o Friendster (2002) e, mais tarde, o saudoso Orkut (2004).

Também surgiram as redes sociais temáticas. No Brasil, um exemplo clássico foi o Fotolog (2002). As selfies – tiradas com câmera digital, não com celular – eram publicadas em páginas que tinham limite de comentários. Apesar desse obstáculo, os admiradores das primeiras webcelebridades tupiniquins faziam questão de deixar seu recado.

 

Em menor escala, o MySpace (2000) foi outro que cumpriu sua função. Começou com uma proposta genérica, mas logo consolidou-se como um território importante para bandas independentes. Era possível divulgar o trabalho e disponibilizar músicas para ouvir em streaming.

Ainda nessa época, despontava um novo ambiente de networking corporativo. O Linkedin foi lançado em 2003 e, por muito tempo, permaneceu em segundo plano por aqui. Isso mudou em 2010, quando o site foi traduzido para o português. Em um ano, o número de brazucas saltou de 1 milhão para 6 milhões. Atualmente, somos o terceiro maior país da plataforma, com aproximadamente 45 milhões de usuários.

E o futuro das redes sociais, como será?

Na segunda década do século XXI, fica praticamente impossível imaginar as relações humanas sem os sites de redes sociais. A predominância dessas ferramentas em nossas vidas é tanta que gera discussões acaloradas. Questionam-se os limites da privacidade e a visão de mundo limitada que o News feed pode proporcionar.

Há quem diga que o todo-poderoso Facebook está com os dias contados. A consultoria eMarketer aponta que os jovens com menos de 25 anos preferem o Snapchat. Porém, um único tweet da socialite Kylie Jenner foi suficiente para derrubar as ações da empresa. A influenciadora digital havia dito que não utilizava mais o aplicativo com tanta frequência.

O grande diferencial do Snap eram os vídeos que desapareciam em 24 horas. Pois essa funcionalidade foi incorporada ao Instagram, ao mensageiro instantâneo Whatsapp e ao próprio Facebook. Ou seja, a rede do fantasminha corre, mesmo, o risco de desaparecer.

Aliás, todas correm. Se há uma característica forte da web, é a efemeridade. Modismos vêm e vão. Sites nascem e morrem. Quem fica são as pessoas – estejam elas conversando via inbox, trocando likes em fotos ou registrando Stories do cotidiano.

E você: como prefere se comunicar com quem está longe? Qualquer que seja sua rede social favorita, não se esqueça de conhecer a Fibra Ótica da TCA. Nossos planos garantem uma conexão veloz e estável. É banda larga para não perder nenhum post e aproveitar o melhor da internet.