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Era para ser só uma olhadinha nas novidades. Quando você percebe, está há 20 minutos rolando as fotos do Instagram, curtindo imagens de refeições e viagens alheias. Algo parecido acontece com aquele vídeo engraçado no YouTube. Com o autoplay acionado, bastam alguns segundos para que a ferramenta exiba outra cena, e mais uma, e mais uma…

A mecânica das redes sociais funciona como uma máquina caça-níquel. Cada post novo que surja na timeline é uma pequena recompensa. A satisfação por estar “ganhando o jogo” faz com que o usuário busque gratificações mais altas. Então, passa cada vez mais tempo conectado, perscrutando um sem-fim de memes e textões.

Não é exagero. Tanto a reprodução automática de vídeos quanto o feed infinito do Facebook são programados para manter o público grudado na tela pelo maior tempo possível. As empresas de tecnologia sabem muito bem como funciona o cérebro das pessoas – e fazem de tudo para conquistar o ativo mais importante da economia contemporânea: a atenção humana.

Porém, assim como o petróleo, o café e outras commodities, a habilidade de concentrar-se em algo é um recurso finito. Os aplicativos travam uma guerra entre si, bombardeando nossos celulares com notificações e esperando tornar-se a menina de nossos olhos. Minutos depois, o foco já pode mudar.

Fato é que, enquanto preenchem os momentos de ócio, as redes sociais saturam a cabeça da audiência. Resultados possíveis vão da perda de produtividade à vontade de desconectar-se completamente. Será que precisa ser assim?

Tecnologias calmas: em busca de silêncio

Silêncio e solidão são tendências para 2018. Pelo menos, é o que aponta um relatório divulgado pela Adobe, companhia responsável por softwares como o Photoshop e o Illustrator.

Segundo o levantamento, realizado em conjunto com a consultoria WGSN, há uma crescente procura por imagens que transmitam conforto e menos poluição visual. São fotografias de natureza, gente dormindo ou, simplesmente, recintos vazios.

A explicação está no estilo de vida da sociedade contemporânea. O barulho das metrópoles, o excesso de notícias e as constantes distrações digitais influenciam essa vontade de pausar tempos tão confusos.

Pudera. Um estudo citado no relatório da Adobe indica que um trabalhador só consegue realizar 11 minutos de atividade antes de ser interrompido. Como, em média, levam-se 25 minutos para alguém retomar o ritmo, uma jornada fragmentada e cheia de tarefas incompletas pode ser frustrante.

Felizmente, designers e programadores têm projetado soluções para esse sentimento geral de angústia. Tristan Harris, que já chegou a trabalhar no Google, criou a organização sem fins lucrativos Time Well Spent (tempo bem-gasto, em português). O objetivo é promover boas práticas para que os consumidores retomem o controle de suas mentes – e das horas do dia, por consequência.

O conceito de tecnologias calmas também é difundido a desenvolvedores de software e hardware. Entre os princípios norteadores, está a ideia de tornar os produtos “invisíveis”, para que sejam percebidos apenas quando forem estritamente necessários.

Manuais do gênero recomendam, por exemplo, diminuir o uso de pop-ups e notificações. Os alertas, quando utilizados, devem ser discretos e demandar um esforço cognitivo mínimo. Dessa maneira, as aplicações podem ser usadas para o que realmente foram feitas: solucionar problemas – sem criar obstáculos.

 

Recobre seu poder de atenção

Não se trata de fazer logout definitivo das redes sociais nem de abdicar do e-mail. A internet continua sendo um importante meio de pesquisa, comunicação e entretenimento. Recomenda-se, isto sim, tomar escolhas conscientes para tirar o melhor proveito da tecnologia. Confira algumas sugestões:

1. Desabilite notificações do sistema. Alertas do tipo “você foi marcado em uma foto” são gatilhos de distração. Mantenha apenas os avisos dos apps de mensagens. Assim, só pessoas de verdade entrarão em contato.

2. Esconda os aplicativos. A tela inicial do smartphone deve se limitar aos utilitários, como calendário, mapas e câmera. Jogos e redes sociais podem ficar numa pasta. O esforço extra para encontrá-los fará você acessá-los menos vezes.

3. Não leve o celular para o quarto. Use um despertador analógico, se preciso, mas deixe os dispositivos eletrônicos longe da cama. Desse modo, ao acordar, você não terá o impulso automático de conferir mensagens.

4. Instale bloqueadores. Existem extensões para Google Chrome que removem o newsfeed do Facebook e os vídeos relacionados do YouTube. Você ainda conseguirá acessar outras áreas dos sites, mas sem se afundar numa torrente de posts.

5. Invista em qualidade. Softwares defasados, computador com configuração limitada e conexão instável à web atrasam sua vida. Cada vez que a máquina trava ou a rede cai, perdem-se precisos minutos do dia.

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