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Cientistas, desenvolvedores de produto e empresários anunciam, todos os anos, ideias inovadoras. As invenções surgem para melhorar o dia a dia dos consumidores, trazendo praticidade, conforto e segurança à vida da população.

Nem sempre dá certo. A História está cheia de exemplos de tecnologias promissoras, mas que acabaram no esquecimento. Ainda assim, as tendências do mercado merecem atenção. Afinal, enquanto alguns projetos ainda estão no estágio da pesquisa acadêmica, outros já se mostram economicamente viáveis. A próxima revolução nos nossos hábitos pode estar a poucos meses de acontecer.

Ficção X realidade

Desde que o dicionário Oxford elegeu “pós-verdade” como a palavra do ano de 2016, o mundo tem prestado mais atenção a um fenômeno dos nossos tempos: a manipulação de dados. E isso não diz respeito apenas à divulgação de informações falsas sobre políticos e celebridades.

Na SIGGRAFF 2017, conferência que apresentou novidades da computação gráfica e das técnicas interativas, olhos e ouvidos se voltaram para o VoCo. O software representa um novo paradigma na edição de áudio.

Em linhas gerais, o programa permite alterar uma fala gravada e inserir no discurso palavras que não foram ditas originalmente. É possível ajustar a entonação do trecho para um resultado ainda mais natural – bem diferente das vozes de GPS ou do Google Translate.

Outro grupo de estudiosos divulgou, no mesmo evento, avanços na área de criação de vídeo. Com base em material audiovisual pré-gravado, a inteligência artificial conseguiu “aprender” os trejeitos do ex-presidente estadunidense Barack Obama. Aí, produziu uma nova imagem, altamente realista e em movimento, que foi usada para dublar um áudio do estadista.

O vídeo abaixo compara a imagem sintética (à direita), criada a partir do áudio, com uma gravação verdadeira de Obama. As semelhanças impressionam.

 

Tecnologias assim já existem há um tempo, inclusive em aplicativos gratuitos. A diferença está no nível de refinamento alcançado.

O potencial criativo para a indústria do entretenimento é inegável. Uma gravadora poderia lançar novas canções interpretadas por Freddie Mercury ou Amy Winehouse. Um diretor de cinema conseguiria corrigir erros sem precisar repetir as cenas no set de filmagem. Tudo ficaria para a pós-produção.

Porém, em mãos erradas, esses softwares tornam ainda pior a guerra ideológica dos grupos políticos. Imagine Donald Trump declarando guerra nuclear à Coreia do Norte. Ainda que se trate de um vídeo forjado, a repercussão pode trazer consequências negativas para todo o planeta.

Realidade que parece ficção

Se as fronteiras entre ficção e vida real estão cada vez mais tênues, por que não se entregar à fantasia de vez? Os games imersivos oferecem essa possibilidade. E a startup Neurable mostra como.

No lugar da tela de TV, óculos de realidade virtual. Em vez de joystick, sensores ligados à cabeça do jogador. Com uma interface cérebro-computador, pode-se mover objetos apenas com a força do pensamento. É como ter superpoderes por alguns instantes.

De acordo com o CEO da empresa, Ramses Alcaide, a tecnologia ainda está num estágio inicial de evolução. Contudo, pode ser equivalente ao que o touchscreen fez para os celulares ou ao que o mouse fez para os desktops pessoais. Em resumo, revolução. Veja mais no vídeo abaixo (em inglês):

 

A intenção da Neurable é propor um mundo sem limitações. Essa ideia partiu das primeiras pesquisas de Alcaide, motivadas por um acidente de trânsito que limitou os movimentos de um tio seu. Ou seja, não se trata apenas de diversão, mas, também, de acessibilidade.

De fato, as interfaces cérebro-computador podem contribuir para a autonomia de pessoas com deficiências motoras severas. Pacientes com lesões medulares, Parkinson ou esclerose conseguiriam movimentar objetos com precisão. Os ganhos vão de alimentar-se sozinho a dirigir o próprio carro, como mostrou o Esporte Espetacular em março de 2017.

Ainda não dá para confirmar quando esses equipamentos estarão disponíveis ao público. De todo modo, vá se preparando: o futuro é agora e as transformações não param de acontecer.

Cinco anos atrás, pouca gente imaginava que trocaria o notebook pelo smartphone ou que deixaria de baixar mp3 para montar playlists no Spotify. Download ultrarrápido de jogos e filmes, então, era delírio de ficção científica.

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