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Os jovens estão utilizando a web cada vez mais cedo. É o que aponta a pesquisa TIC Kids Online Brasil, do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br).

Na edição mais recente do estudo, 11% dos participantes afirmaram terem tido o primeiro contato com a rede até os 6 anos de idade. Ou seja, crianças e adolescentes usam eletrônicos antes mesmo da alfabetização.

O levantamento também revelou que o celular é o dispositivo preferido dos brasileiros entre 9 e 17 anos. Para acessar a internet, 44% recorrem apenas ao aparelho móvel. Outros 49% intercalam entre o smartphone e o computador.

Você acha que seu filho está preparado para navegar na web por conta própria? Ou será que ele tem visto conteúdo inadequado para menores? Como monitorar o comportamento dos jovens na rede? Fique conosco e confira algumas sugestões.

Eletrônicos podem atrapalhar o desenvolvimento da criança

Nos primeiros anos de vida, o aprendizado ocorre por meio da manipulação de objetos. Sendo assim, uma tela de celular que responda ao toque torna-se um brinquedo superdivertido para a criança.

Só que o infante ainda não conhece o alfabeto e, portanto, não entende o que está escrito. Ele pode acionar ícones aleatórios e encontrar algum material impróprio.

Porém, o prejuízo maior diz respeito ao desenvolvimento físico. Uma pesquisa britânica publicada no site da revista Nature indica que cada hora de uso dos eletrônicos corresponde a 15 minutos a menos de sono. E o descanso é essencial para liberar hormônios necessários ao crescimento saudável.

Os cientistas ainda não sabem se os estímulos visuais e sonoros interferem diretamente no sono, ou se os baixinhos observados dormem naturalmente menos – o que explicaria passarem mais tempo com tablets e smartphones. De todo modo, especialistas recomendam cautela.

Televisão, videogame e outros gadgets devem ser liberados em períodos curtos e específicos do dia. Isso permite que a rotina fique mais diversificada, com brincadeiras ao ar livre e refeições em família, sem a interferência de visores e teclados.

mãe com bebês e tablet

Uso de eletrônicos na infância deve ser restrito e monitorado. Foto: Alexander Dummer/Unsplash

Uso moderado do celular é importante para a vida social do adolescente

De acordo com a psicóloga Fabiana Verza, o telefone móvel é uma ferramenta de desenvolvimento das relações sociais e de construção da identidade dos adolescentes. É nesse período da vida que o indivíduo sente vontade de diferenciar-se dos pais, buscando independência e privacidade. O smartphone pode ser a saída.

Eu sua pesquisa de mestrado, Fabiana analisou o uso do celular entre estudantes de escolas públicas e privadas de Porto Alegre. Os resultados da investigação mostram que o dispositivo é utilizado, principalmente, para comunicação com os pais e os amigos.

No âmbito familiar, existe a segurança de saber onde o filho está. O socorro pode chegar rapidamente, em caso de emergência. Sem contar o estreitamento dos laços – ainda que a conversa, em vez do olho no olho, seja recheada de gifs e emojis.

Quanto à convivência com os colegas, a pesquisadora nota que há uma sensação de pertencimento ao grupo. Fazer uma ligação do próprio celular também promove certa individualização, o que ajuda a legitimar o espaço do adolescente nos seus diferentes círculos sociais.

O problema está no excesso. Assim como uma droga, as notificações de mensagens e as atualizações de status mexem com o sistema de recompensa cerebral. As descargas do neurotransmissor dopamina causam efeitos imediatos de prazer e satisfação. Dessa forma, torna-se um hábito verificar constantemente a tela do smartphone, em busca de novidades que nem sempre existem.

O risco de dependência aumenta se o acesso ao celular é total e irrestrito ainda na infância. Mesmo jovens um pouco mais velhos precisam de limites, pois continuam em formação e não têm o autocontrole plenamente desenvolvido.

Recentemente, o programa Profissão Repórter, da Rede Globo, abordou os perigos da internet para crianças e adolescentes. Cyberbullying, vício em games e participação em brincadeiras letais foram alguns dos casos apresentados. Como proteger sua família dessas ameaças?

Celular ajuda jovens a se inserirem num grupo. Foto: Rawpixel/Unsplash

Dicas para um comportamento seguro na web

O comportamento na web é um reflexo da educação que vem de casa. Não existem regras universais, até porque cada núcleo familiar tem valores próprios. O que podemos sugerir são boas práticas para uma navegação segura.

1. É pai ou mãe de criança pequena? Então use a internet junto com ela. Você poderá esclarecer dúvidas sobre o funcionamento da rede e apresentar os sites mais adequados.

2. Acione o controle parental. Muitos aplicativos permitem que os pais restrinjam o tempo de acesso dos filhos, ou mesmo o conteúdo que eles poderão visualizar. Na adolescência, contudo, um monitoramento tão rígido perde a eficácia.

3. Oriente seu filho a não falar com estranhos nas redes sociais. Muitos perfis falsos são criados para roubar informações pessoais dos usuários. O mesmo cuidado vale para chats e games on-line.

4. Lembre-se da regra de ouro: não fazer aos outros aquilo que não gostaríamos que fizessem conosco. Isso é bom para evitar brigas, pois elas podem resultar em bullying, injúria e outros crimes virtuais.

5. Observe eventuais mudanças de comportamento no jovem. Se ele aparentar cansaço excessivo, ou perda de rendimento escolar, pode ter passado a noite em claro (jogando ou trocando mensagens). Situações graves exigem acompanhamento psicológico.

Nos dias de hoje, proibir completamente o uso de eletrônicos não faz mais sentido. Bom mesmo é estabelecer limites, mas dando um voto de confiança para que o pequeno indivíduo vá conquistando autonomia. Assim, com responsabilidade, todos podem curtir apenas bons momentos.

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