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Imagine que sua sobrinha vai fazer cinco anos. Você acessa uma loja virtual, pesquisa algumas opções de presente e fica em dúvida entre a boneca ou o jogo da memória.

No dia seguinte, ao abrir um portal de notícias, lá está o anúncio inusitado: PROMOÇÃO DE BRINQUEDOS. APROVEITE! Parece até que o site adivinhou do que você estava precisando, né?

Na verdade, essa é uma estratégia de marketing digital bastante comum. Não se trata de mágica, muito menos de espionagem. Continue conosco e entenda como as marcas conseguem “perseguir” o público.

Como funciona o remarketing

A maioria dos banners de propaganda que encontramos pela web faz parte da Rede de Display do Google. Essa é uma ferramenta do Google Ads, a plataforma de anúncios da empresa.

Quando você acessa um e-commerce, mas não chega a efetuar uma compra, o sistema entende que houve abandono de carrinho. Nesse momento, entra em ação a estratégia de remarketing, algo como “fazer o marketing de novo”.

A rede de display começará a intensificar a exibição de publicidade relativa ao produto pesquisado. Na visão dos anunciantes, o consumidor que desistiu no meio do caminho precisa de um “incentivo extra” para finalizar o pedido.

É por isso que uma busca por “brinquedos infantis” fará você receber várias ofertas de joguinhos e bonecas por alguns dias. Como houve um interesse inicial naquela mercadoria, a loja lhe considera um cliente em potencial.

Segmentação de público-alvo nas redes sociais

Outra maneira muito eficiente de conquistar a clientela é via redes sociais. As plataformas do Facebook e do Instagram oferecem opções baratas de propaganda, com altas chances de retorno. Tudo se baseia na segmentação do público-alvo.

Pense só: um comercial veiculado no intervalo do Jornal Nacional atinge uma audiência imensa. São milhões de telespectadores no Brasil inteiro. Logo, não é de se admirar que 30 segundos de TV custem uma grana alta para as marcas.

Porém, apesar do investimento salgado, a taxa de conversão (vendas) pode ficar aquém das expectativas. Isso porque o público é genérico demais.

Estudantes universitários, mães de família, executivos, operários, aposentados: todos esses acompanham o noticiário. Mas quantos realmente se interessam por, digamos, aparador de grama? Quem mora em apartamento dificilmente vai querer um desses.

A alternativa mais certeira é usar a internet. Os anúncios do Facebook podem ser direcionados de acordo com o perfil do usuário. A marca define filtros como faixa etária, gênero e até localização geográfica da pessoa. Assim, um adolescente de São Paulo/SP não verá o banner da máquina de jardinagem, enquanto um homem de 40 anos, morador de Igrejinha/RS, entrará na mira dos vendedores.

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Faixa etária e interesses pessoais determinam anúncios que você verá. Imagem: Erik Lucatero/Unsplash

Além dos critérios básicos de segmentação, o marketing digital também leva em conta os interesses e até os hábitos de navegação do indivíduo. Isso mesmo: cada página que você curte no Face, cada perfil que você segue no Insta e cada site que você visita ajudam a compor uma espécie de dossiê.

Os anunciantes têm a possibilidade de cruzar essas informações para elaborar estratégias de venda mais inteligentes. Por exemplo, o cara que leu um blog post sobre como montar uma horta caseira provavelmente se interessará pelo aparador de grama. Já a mulher que pesquisou “receitas saudáveis para gestantes” no Google deve estar grávida. É o seu caso? Então não se assuste, se promoções de roupinhas de bebê começarem a pipocar na tela.

Google e Instagram podem escutar você?

Tamanha “perseguição” on-line levanta questões sobre a privacidade na web. Cabe lembrar que a coleta de dados para fins comerciais consta nos termos de uso do Google, do Facebook e do Instagram. Em outras palavras, cadastrar-se nesses serviços significa deixar que eles rastreiem nossos passos digitais.

Contudo, há limites. Ao contrário do que muita gente pensa, as companhias de tecnologia (ainda) não conseguem escutar nossas conversas para oferecer propaganda segmentada.

A internet está cheia desses relatos conspiratórios. Segundos eles, Zuckerberg e seus colegas teriam como acessar o microfone dos nossos celulares para captar o áudio do ambiente. Isso permitiria espionar diálogos e descobrir assuntos de interesse do usuário.

Só que esse grampo demandaria um aparato técnico inviável. O algoritmo precisaria filtrar ruídos, interpretar a fala e identificar palavras-chave em português. Embora já existam softwares avançados de manipulação de áudio, os especialistas afirmam que tamanha invasão do espaço alheio está longe de se tornar real.

Ou seja: se você se cansou de ver ofertas de brinquedos no seu feed, simplesmente selecione o comando “ocultar anúncio” e marque-o como irrelevante. Dessa forma, os anunciantes escolherão outro alvo.

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