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Fãs de um livro ou de um seriado podem produzir conteúdo tão interessante quanto a obra original. Os chamados fandoms, as comunidades em torno de um interesse em comum, reinterpretam histórias e imaginam novas aventuras para os personagens. Isso resulta em fanfics escritas ou em peças audiovisuais.

Um exemplo são os Anime Music Videos. A prática consiste em selecionar cenas de um desenho animado japonês e montá-las com uma trilha de música popular. Muito apreciada entre os otakus, os admiradores da cultura pop nipônica, essa arte demanda tempo e dedicação.

Para o público de fora, pode parecer coisa de quem não tem atividade melhor para fazer. Porém, dentro de seu nicho, os AMVs demonstram criatividade, sensibilidade e habilidade técnica. Rendem até prêmios aos autores!

Primeiros AMVs eram gravados em VHS

A primeira produção do gênero é creditada a Jim Kaposztas e data de 1982. O então estudante universitário de Nova Jérsei (EUA) editou as cenas mais violentas do seriado Star Blazers ao som de All You Need Is Love, dos Beatles. A ideia era causar um efeito irônico e cômico.

Para a tarefa, Jim utilizou a tecnologia disponível à época: dois videocassetes. Um processo artesanal e bem mais demorado que os softwares de edição atuais.

Aliás, os VHS não oficiais foram, por muito tempo, a maneira pela qual os fãs de animes distribuíam títulos indisponíveis no Ocidente. Os grupos providenciavam legendas e utilizavam clipes musicais como forma de divulgar suas séries favoritas.

Um clássico dessa época é a montagem de Bobby “C-ko” Beaver para Every Little Thing She Does is Magic, da banda The Police. Foram usados trechos do longa O Serviço de Entregas da Kiki, do diretor Hayao Miyazaki.

 

Kevin Caldwell: a lenda dos Anime Music Videos

A partir da década de 1990, a cena otaku cresceu, especialmente nos Estados Unidos. Convenções eram organizadas em diferentes estados. Surgiram premiações para AMVs, divididas em categorias – drama, ação, comédia, romance.

Um dos nomes que mais se destacaram no período foi o de Kevin Scott Caldwell. Entre 1996 e 2000, o engenheiro de software conquistou os principais prêmios da Anime Expo, em Los Angeles. Não só suas criações divertiam o público, como impressionavam pela qualidade técnica. As ações correspondiam ao ritmo da música e os personagens pareciam dublar a letra. Tudo em perfeita sincronia.

O mais incrível é que muito desse material foi editado de maneira rudimentar, com dois videocassetes. Foi apenas em 1999 que Kevin migrou para o computador, utilizando ferramentas básicas do Windows.

No entanto, pouco antes da virada do século, ele anunciou sua aposentadoria da função. Aos 26 anos, já achava AMVs algo “meio infantil”. Dizem que a decisão se deu, também, porque o hobby tinha se transformado num trabalho estressante.

Realmente, não deve ter sido simples produzir obras desse nível. Confira Engel, da banda Rammstein, com cenas de Neon Genesis Evangelion. O clipe foi agraciado na AX99 com três títulos: melhor vídeo de ação, prêmio técnico e prêmio geral.

 

Mais que um modismo adolescente

Muitos fãs de desenhos japoneses acompanham a cena por poucos anos. Geralmente, é na adolescência, antes que as demandas do mundo adulto tomem o tempo livre.

Nesse cenário, boa parte dos AMVs segue os modismos de cada geração. Os anos 2000 registraram um número expressivo de produções dedicadas ao Nu Metal. Houve até um novo termo cunhado: LinkinBall Z, cruza da banda Linkin Park com o anime Dragon Ball Z (vídeo abaixo).

Na década seguinte, chegou a vez do dubstep, gênero eletrônico que ainda domina algumas pistas de dança. Os vídeos de comédia também vêm experimentando bom poder de viralização na internet. Embora não representem um volume tão grande, se comparados às peças de drama e ação, acabam ganhando destaque devido à receptividade da audiência.

Contudo, cabe reforçar que os Anime Music Videos vão muito além de uma brincadeira adolescente. Pesquisadores apontam a relevância dos fandoms. São espaços nos quais a arte gera discussões sobre temas sociais mais complexos, como racismo e relações de gênero.

 

As comunidades dedicadas aos AMVs continuam atuantes em sites especializados e grupos de Facebook. Há, inclusive, montagens com bandas brasileiras relativamente novas, como Scalene e Supercombo. Prova de que essa linguagem audiovisual ainda pode ser um ótimo meio para expressar emoções e ideias.

Que tal ir ao YouTube e procurar AMVs com suas músicas ou seus desenhos favoritos? O resultado pode lhe surpreender!

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