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Chega um momento em que o computador não roda mais as expansões do game. O aplicativo de mensagens do smartphone trava. O aparelho de DVD, antes revolucionário, cai em desuso devido à chegada do streaming de vídeo.

Faz parte da evolução da tecnologia. A cada par de anos, é preciso atualizar um ou outro hardware. O problema é que, embora as máquinas novas ganhem em desempenho e eficiência, deixam para trás um acúmulo de lixo eletrônico. São televisores de tubo, periféricos, carregadores de celular e uma infinidade de gadgets que servem apenas para ocupar espaço.

Relatório do Programa da Organização das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) estima que, por ano, a indústria produza 41 milhões de toneladas do chamado e-lixo. O documento, publicado em 2015, apontava que essa quantidade poderia aumentar para 50 milhões já em 2017.

No Brasil, os dados mais recentes referem-se a 2014. O país gerou, somente no período, 1,4 milhão de toneladas desse tipo de resíduo – um recorde na América Latina.

Os números mundiais preocupam porque 90% dessa montanha de tranqueiras é comercializada ilegalmente ou, pior ainda, vai parar em lixões. Trata-se de um potencial econômico desperdiçado e de uma ameaça iminente à saúde pública.

Metais de computadores e celulares são tóxicos

Em condições normais, dispositivos eletrônicos não apresentam perigos. Porém, isso se altera quando eles são descartados em aterros sanitários.

A temperatura elevada, associada à chuva, faz com que metais pesados sejam liberados no solo. Esses elementos estão presentes em placas, fios, monitores e outros componentes. Uma concentração alta das substâncias pode contaminar a terra e o lençol freático, prejudicando a água que a gente bebe.

Celulares e computadores costumam conter mercúrio, chumbo, cádmio e berílio, cujo poder tóxico pode provocar de danos no sistema nervoso ao desenvolvimento de diversos tipos de câncer. E o efeito é cumulativo: quanto mais contato, pior para o organismo.

Cerca de 70% dos metais pesados encontrados em lixões e aterros controlados provêm de Resíduos de Equipamentos Elétricos e Eletrônicos (REEE). A informação é do Centro de Tecnologia Mineral (CETEM), instituição federal de pesquisa nas áreas de minerometalurgia, petróleo e química.

No entanto, esse cenário pode mudar. Tudo depende de uma ação conjunta entre órgãos fiscalizadores, fabricantes e consumidores finais.

infográfico reciclagem de e-lixo

Processo de reciclagem de eletrônicos. Fonte: Revista Galileu

Reciclagem de equipamentos eletrônicos

Boa parte de impressoras, notebooks e telefones antigos é à base de plástico. A carcaça desses objetos pode ser triturada e separada conforme a densidade. Em seguida, os polímeros são usados na fabricação de novos equipamentos.

O mesmo vale para o vidro da tela dos aparelhos. O processo de moagem e tratamento permite que outras empresas reutilizem a matéria-prima.

Até mesmo os metais podem ter um destino mais nobre. Placas de circuito impresso contêm fragmentos de cobre, paládio, alumínio, prata e ouro. Pelo procedimento conhecido como mineração urbana, que envolve métodos químicos e térmicos de extração, seria possível obter um volume de materiais preciosos superior ao encontrado em jazidas subterrâneas.

As vantagens para a sustentabilidade econômica e ambiental são evidentes. Tanto é que, em 2010, entrou em vigor a Lei nº 12.305. O texto institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos, que prevê ações para o descarte e o manejo corretos do e-lixo.

Segundo o ofício, a responsabilidade pelo ciclo de vida dos produtos é compartilhada entre poder público, iniciativa privada e cidadãos. No caso de eletroeletrônicos, lojas e fábricas devem elaborar uma estratégia de logística reversa: o recolhimento e a destinação correta dos itens a centros de reciclagem ou a locais para o acondicionamento seguro dos rejeitos.

Como desfazer-se do e-lixo

Aos consumidores, há pelo menos três atitudes possíveis:

1. Conserto. Muitos aparelhos ainda estão dentro da vida útil, apesar de apresentarem defeitos. Recorra à assistência técnica antes de optar pela troca definitiva.

2. Venda/doação. Se seu videocassete ou sua câmera digital já viraram sucata há muito tempo, talvez haja outra pessoa interessada. Colecionadores podem guardar os gadgets com carinho. Artesãos podem aproveitar as peças para outros fins.

3. Descarte. Na falta de serventia do equipamento, a orientação é devolvê-lo ao fabricante. As marcas possuem políticas próprias de logística reversa, então é preciso entrar em contato pelo serviço de atendimento ao consumidor.

Moradores da região de Taquara também contam com o ecoponto do Instituto Vitória. A entidade faz a triagem do e-lixo e o encaminha ao destino correto. Podem-se descartar monitores, televisores, rádios, notebooks, CPUs, placas, carregadores, mouses, fios, controles remotos e celulares, entre outros. O local fica na rua Federação, 1570.

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