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Tudo começou com um jogo de fliperama lançado em 1983. Shigeru Miyamoto, desenvolvedor contratado pela japonesa Nintendo, queria um game simples, no qual o personagem pudesse pular e destruir obstáculos.

O conceito foi evoluindo até que se decidiu ambientar a história nos labirínticos encanamentos de Nova Iorque. Caberia ao protagonista derrotar criaturas que emergiam do subterrâneo.

O escalado para a função foi um carpinteiro bigodudo conhecido como Jumpman. Ele já havia aparecido em Donkey Kong, outro título da empresa. Repensado como um encanador de origem italiana, o baixinho ganhou o nome de Mario. Era uma alusão ao rabugento senhorio do escritório da companhia nos Estado Unidos.

Aquele característico macacão vermelho, com boné combinando, foi consequência da tecnologia da época. A resolução gráfica das máquinas era bastante precária. Foi preciso simplificar o design – trocando-se os cabelos naturais por um chapeuzinho, por exemplo.

A paleta de cores também era limitada. Os canos tornaram-se verdes porque, basicamente, contrastavam bem com a figura do herói. Quando se pensou num modo multiplayer do jogo, Mario ganhou seu irmão, Luigi, que ostentava um uniforme idêntico, mas de coloração inversa, esverdeada.

Em aventuras posteriores, nuvens teriam o mesmo formato de arbustos e efeitos sonoros seriam, igualmente, reaproveitados. Ainda assim, o universo ficcional ganharia desdobramentos em diversas plataformas – e conquistaria milhões de fãs no mundo inteiro.

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No início, os recursos gráficos eram bem simples. Foto: Reprodução

De Nova Iorque para o Mundo… dos Cogumelos

Após o lançamento do Super Mario Bros. para consoles caseiros, a dupla de encanadores foi se tornando um sucesso de crítica e público. Estima-se que o primeiro jogo da franquia tenha vendido, até hoje, mais de 40 milhões de cópias, perdendo apenas para o Wii Sports.

Não demorou muito para que a Nintendo projetasse sequências. Os volumes 2 e 3, ainda nos anos 1980, ganharam novos personagens e mais fases, com níveis crescentes de dificuldade.

O enredo girava em torno do Reino do Cogumelo. A princesa Peach era a única capaz de libertar seus súditos de uma poderosa magia, que transformara os habitantes do lugar em rochas e plantas. Porém, ela fora aprisionada pelo temível Bowser e precisava ser resgatada por um destemido guerreiro.

Entrava em cena Mario – ou Luigi, dependendo da preferência do jogador. Os nova-iorquinos eram tragados pelo encanamento e ejetados num mundo mágico, no qual ganhavam poderes. Um simples cogumelo fazia-os aumentar de tamanho. Outros recursos, como flores e penas, davam-lhes a capacidade de voar, atirar bolas de fogo ou conquistar segundos de supervelocidade e invencibilidade.

Parte dessa mitologia foi construída nos próprios games. Outros detalhes da história vieram a público por meio de desenhos animados veiculados nos Estados Unidos durante a década de 1990.

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Os personagens protagonizaram desenhos animados na década de 1990. Foto: Reprodução

No Brasil, o The Super Mario Bros. Super Show! chegou a ser exibido nas manhãs da Rede Globo. Além do cartoon, o programa continha esquetes com atores reais interpretando os irmãos ítalo-americanos. Muitos episódios traziam convidados, como atletas, artistas e até personagens famosos. O Inspetor Bugiganga e Elvira, a Rainha das Trevas, chegaram a fazer participações especiais.

Houve, ainda, uma tentativa de transportar Mario e Luigi para a telona. A adaptação cinematográfica, lançada em 1993, era mais realista que os cenários lúdicos com os quais a audiência estava acostumada. Foi um fracasso retumbante.

Legado de sucesso

Apesar desse tropeço, a saga de Mario e cia. é um dos maiores exemplos de sucesso na indústria do entretenimento. O carismático personagem sobreviveu ao tempo e migrou para outras plataformas: PC, Game Boy, SNES, Nintendo 64.

Em 2007, o encanador chegou ao espaço sideral em Super Mario Galaxy, seu primeiro jogo para o Wii. Dez anos depois, vivia desafios em Super Mario Run, criado exclusivamente para smartphones.

O lançamento mais recente é Super Mario Odyssey, para o console Nintendo Switch. Nesse game de mundo aberto, o jogador pode explorar os cenários e seguir um percurso não linear. Apesar dos gráficos 3D e dos recursos atualizados de jogabilidade, a grande missão permanece a mesma que consagrou o herói: salvar a princesa Peach das garras do vilão Bowser.

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Super Mario Odyssey é o jogo mais recente. Foto: Divulgação/Nintendo

Em 2005, o site especializado IGN elegeu Super Mario Bros. como o melhor jogo eletrônico de todos os tempos. A crítica elogiou a precisão dos controles, o design icônico e o pioneirismo do formato, que inspirou diversos títulos similares.

Segundo o texto, esse clássico do gênero também foi responsável por apresentar o universo dos games a milhões de novos consumidores. Pudera: com uma mecânica fácil e divertida, mantém-se até hoje como um ótimo passatempo. Você pode, inclusive, reviver a experiência com um emulador on-line.

No entanto, lembre-se: para curtir esse e outros jogos sem LAG nem instabilidade, sua casa precisa de uma boa banda larga. Conheça os Planos de Fibra Ótica da TCA e aproveite o melhor da internet.

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