Apresentação

Este blog é uma tentativa de traduzir o trabalho do pensamento em palavra escrita, com direito a falhas, equívocos e perdões.
Obrigado aos que tiveram o trabalho de dedicar sua atenção!

Perfil

Marcos Kayser é um dos sócios fundadores da TCA Informática que iniciou atividades em 1988. Idealizador do software Scopi. Bacharel, licenciado e mestre em Filosofia pela Unisinos. Tem curso de formação em gerenciamento de projetos. Presidiu a Câmara da Indústria, Comércio, Serviços e Agropecuária do Vale do Paranhana (CICS-VP). Preside o Comitê Regional do PGQP no Paranhana. Escreveu o livro O Paradoxo do Desejo, com prefácio de Márcia Tiburi, onde busca investigar a "mecânica do desejo nas relações de poder", e o livro Quando Tamanho não é documento, contando a história da gestão da TCA, vencedora do Prêmio Nacional de Inovação.

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Archive for the ‘Sem categoria’ Category

TCA 29 anos

Lá se vão 29 anos de TCA. Somos da época do PC XT, do Plano Collor, do fusca. Por falar em fusca, tínhamos uma frota, do branco ao abacate. Chegar aos 29 anos é motivo de grande alegria e reconhecimentos. Reconhecimento de que o tempo voa, mas não impede de realizar sonhos, mesmo num país ainda muito hostil ao empreendedorismo como é o nosso. É possível reunir pessoas em torno de um objetivo comum, para além do lucro, do qual toda empresa depende para sobreviver. Desde jovens buscamos mais do que vender tecnologia. Buscamos prestar um serviço de qualidade e estabelecer vínculos de comprometimento com nossos clientes e comunidade. Jamais deixamos a região onde atuamos ficar para trás em termos de inovação tecnológica e qualidade no atendimento. Ficamos muito felizes com o sentimento de que a TCA não é exclusividade de seus sócios e funcionários. Cada cliente tem uma participação importantíssima nesta história. É assim que sentimos o carinho que cada um têm por nossa marca. Resta agradecer, especialmente pela confiança, e continuar dando motivos para manter a nossa conexão com muita FIBRA. Um super Muito Obrigado clientes, funcionários, parceiros e nossos familiares!!!

Entre um sim e um não

Vim ao mundo sem ter escolhido.

Azar o meu? Não!

Presente que eu não contava.

Bendita mãe que me esperava.

Aprendi tendo que escolher.

Sorte a minha? Sim!

Entre um sim e um não, cresci.

Apesar das perdas que sofri.

Terminarei meus dias sem ter escolha.

Azar ou sorte a minha? Não sei!

Desconheço o que vem depois.

Tomara que me escolham de novo, um dia ou dois.

A tragédia do caminhão em algumas perspectivas

A tragédia ocorrida na semana passada na ERS 115, quando um caminhão esmagou carros e terminou com a vida de quatro pessoas, pode suscitar análises sob muitas perspectivas. Na perspectiva política podemos pensar que não há planejamento e investimento adequado do governo em infraestrutura. É imprudência interromper uma rodovia a ponto de fazer os veículos pararem em horário de tráfego intenso, formando enormes filas. As alternativas seriam interromper em outro horário ou duplicar a pista como é defendida pela Agenda Paranhana 2020 desde 2008.  Na rodovia duplicada não seria necessário chegar ao extremo de parar o trânsito para realizar uma manutenção em uma das pistas. Daria para liberar meia pista e se reduziria em muito o risco de acidentes. Para piorar ainda mais a segurança no trânsito, o governo federal incentiva o consumo de veículos, faz o número dobrar em poucos anos, ignorando a precariedade das estradas. E a tragédia teve como protagonista fatídico um caminhão. Se o governo investisse em outras formas alternativas de transporte, não teríamos tantos caminhões nas estradas. Na perspectiva da vida em si, os familiares das quatro pessoas mortas sentem a dor de uma perda que os pegou de supetão, sem nenhuma preparação. E haverá alguém preparado para perder uma criança, um bebê? Invejo os poucos que estão preparados para perder quem se ama. Resta a perspectiva da fé. Deus estará acolhendo os que se foram, confortando os que ficaram. Mas me pergunto, ou melhor, pergunto a Ele: porque inventou esta tremenda sacanagem que é a morte?

Minhas 10 virtudes prediletas

Segundo Aristóteles, a virtude é uma disposição adquirida de fazer o bem.  E o que vem a ser o bem? Bem é aquilo que traz alegria, que satisfaz nossos bons desejos. Sim, porque há também os maus desejos e satisfazer um mau desejo já não é mais virtude. Quem dá sem prazer, não é generoso. É preciso a alegria no ato de dar. A virtude também é ato e não só potência. Não é generoso quem pensou e tinha a intenção de dar, mas é generoso quem dá, e dá alegremente.  Quem me conhece, sabe quanto inquieto sou. Inquieto por uma vida verdadeira e se possível alegre, pra mim e para os outros, pelo menos aqueles que fazem parte da minha aldeia, familiar e comunitária. Caso contrário, não valeria a pena viver. Por mair redundante que seja, acho que uma vida triste é muito triste, o que não significa que uma vida não tenha momentos de tristeza. A felicidade, a alegria de  saber viver, depende um pouco da sorte e muito das virtudes de cada um. E quais serão estas virtudes? Escolhi dez que considero as mais cardeais. Minha felicidade depende delas, até que ponto consigo exercê-las? Não sei! São elas:

  1. O amor: o desejo, a amizade, a capacidade de dar a vida pelo outro, sem o qual é dificílimo, talvez impossível, viver.
  2. A coragem: a força que enfrenta o perigo, o medo, o sofrimento, a dor, as (mal)ditas agruras da vida.
  3. A justiça: aquela que respeita a igualdade, a legalidade e o direito do indivíduo
  4. A temperança: virtude da moderação e do equilíbrio dos prazeres. Nem excesso, nem  falta.
  5. A prudência: a capacidade de escolher os melhores meios para se alcançar os melhores fins.
  6. A generosidade: o reconhecimento voluntário do outro, a quem somos capazes de nos doar.
  7. A fé: uma crença sem prova e sem recompensa.
  8. A humildade:  parecer-se menor, sem deixar de ser grande.
  9. A simplicidade: a virtude da descomplicação, do desapego, da economia, da originalidade.
  10. O humor: dar vontade de rir até do que não seria engraçado. É tirar, literalmente, do sério.

Há outras virtudes, mas aqui e agora, fico com estas. Uma vida virtuosa a todos!

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