Apresentação

Este blog é uma tentativa de traduzir o trabalho do pensamento em palavra escrita, com direito a falhas, equívocos e perdões.
Obrigado aos que tiveram o trabalho de dedicar sua atenção!

Perfil

Marcos Kayser é filósofo e empresário. Escreveu o livro O Paradoxo do Desejo, com prefácio de Márcia Tiburi, onde busca investigar a "mecânica do desejo nas relações de poder", e o livro Quando Tamanho não é documento, contando a história da gestão da TCA, empresa da qual é um dos fundadores e foi vencedora do Prêmio Nacional de Inovação. Idealizador do Scopi, software líder de mercado, que tem como objetivo ajudar as organizações a criarem a cultura do planejamento.

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Archive for janeiro, 2019

Meus 17 mandamentos

  1. Aprender: Conhecer a mim mesmo e ao outro e aprender com erros e acertos.
  2. Amar: Amar a mim mesmo e ao outro. Amar a vida. Amar o trabalho. Amar a família. Amar os amigos. Amar o amor.
  3. Respeitar: Cuidar de si e do outro. Respeitar os limites da natureza e dos homens. Ser prudente. Não ir além, nem ficar aquém.
  4. Sonhar:  Pensar grande, em coisas boas, que dêem sentido, que tornem o mundo melhor, mesmo que demore e seja difícil de concretizar.
  5. Compartilhar: Partilhar os desejos e os medos, com o outro. Comunicar-se bem. Empatizar. Conquistar colegas e amigos para caminhar bem acompanhado.
  6. Escolher: Fazer as escolhas sabendo que nem tudo que queremos podemos. Saber que em toda escolha ganhamos e perdemos.
  7. Acreditar: Confiar em si e nos que merecem nossa confiança. Confiar, desconfiando. Confiar nos sonhos e no trabalho para realizá-los.  Confiar no tempo e na sorte.
  8. Planejar: Analisar cenários, pensar e definir onde quer ir, quando, como e com quem. Planejar para ter mais chances da sorte ajudar.
  9. Produzir: Colocar em prática o que foi sonhado e planejado. Quem sabe fazer do trabalho uma obra de arte.
  10. Aceitar: Tolerar os planos fracassados, os acontecimentos indesejados, que fogem do nosso controle. Pensar que poderia ser pior. A incerteza reina. Tudo flui, tudo passa.
  11. Recomeçar: A psicanálise chama de sublimar. Ser flexível para fazer do fim uma ponte para uma nova produção. Se perco hoje, posso ganhar amanhã.
  12. Criar: Inovar, inventar. Fazer o novo de novo e assim sucessivamente, colocando na criação um pouco da sua própria razão e emoção.
  13. Persistir: Não desistir daquilo que tem convicção e que resta uma chance de realização.
  14. Colaborar: Ser generoso. Incluir o outro. Ser solidário. Não se acomodar. Apoiar e ajudar naquilo que pode tornar a vida melhor.
  15. Gozar:  Fazer o que dá prazer, que traz a alegria de viver. Rir de si, do que amamos e do que odiamos. Encontrar graça, inclusive na desgraça.
  16. Reconhecer: Dar valor ao que fazemos e ao que fazem para o bem. Ter a humildade necessária para admitir os nossos próprios erros.
  17. Agradecer: Ser grato pela oportunidade única de viver, pela eternidade em que me constituí, na medida em que a verdade da minha existência jamais será desfeita.

 

4 Grandes motivos para fazer um Planejamento Estratégico

O sucesso de um negócio depende de muitos fatores. Gestor com um ótimo perfil de liderança, equipe competente e engajada e um bom planejamento estratégico são fatores imprescindíveis para que uma empresa alcance os seus objetivos. Quando estamos falando de planejamento estratégico, estamos nos referindo ao trabalho de pensar e analisar cenários internos e externos, definir objetivos e metas, para então, planejar as ações que levarão à conquista dos objetivos desejados, o que também significa dizer: sonhos realizados.

Com um planejamento bem elaborado a empresa ganha previsibilidade, qualidade e produtividade. Do contrário, o que se vê é retrabalho, desperdício e insucesso. O planejamento estratégico é tão importante para uma empresa que deveria ser construído antes mesmo do negócio ser criado, ou seja, quando o negócio está ainda no campo das ideias. Apesar do Planejamento Estratégico ser um processo já consagrado ao longo do tempo, há muitas empresas que ainda desconhecem a sua utilidade. A seguir selecionamos quatro motivos (porquês) que demonstram o poder que um planejamento estratégico tem. Claro, desde que for feito com qualidade e sua execução acompanhada “religiosamente”.

 

1. O Planejamento Estratégico ajuda a conhecer quais são as forças que devem ser exploradas e as fraquezas que devem ser eliminadas ou mitigadas.

Muitos se aventuram a ser o que não são. Ou seja, querem produzir ou prestar um serviço para o qual não estão preparados e não possuem as condições necessárias. Assim, não conseguem fazer boas entregas e vivem numa instabilidade constante, trocando de identidade a todo o instante. A máxima socrática do conhece-te a ti mesmo se aplica também à gestão de uma empresa. Antes de mais nada é preciso olhar para dentro de si e identificar quais são as virtudes e os defeitos, para então definir uma missão compatível com aquilo que se é. Antes de agir, desenvolver produtos, realizar investimentos, assumir riscos, é fundamental conhecer sua potencialidades (forças) e suas deficiências (fraqueza). Uma empresa com missão, visão e valores alinhados ao seu perfil tem muito mais chances de construir uma história de sucesso e duradoura.

 

2. O Planejamento Estratégico ajuda a identificar as oportunidades a serem aproveitadas e as ameaças a serem evitadas.

Fazendo uma boa análise do cenário externo, podemos identificar oportunidades de curto, médio e longo prazo para as quais devemos criar e desenvolver projetos e ações. O mesmo se aplica às ameaças que devem ser levantadas. Depois que a organização identifica suas forças e fraquezas e aponta as oportunidades e as ameaças existentes, é o momento de definir a filosofia da organização (missão, visão de futuro e valores), que servirá de base para o atingimento dos objetivos do negócio. Como se diz na linguagem popular, definir a filosofia e os objetivos da empresa sem uma análise minuciosa do ambiente externo é “dar um tiro no escuro”. O mercado pode estar saturado de concorrentes com diferenciais competitivos que inviabilizam o nosso negócio.

 

3. O Planejamento Estratégico ajuda a definir os objetivos e as metas e mostrar se estamos chegando lá.

Fica muito difícil, para não dizer impossível, chegar a algum lugar sem saber qual é este lugar. Quanto mais claro for o objetivo, menos complexo será alcançá-lo. Onde você quer que sua empresa esteja daqui um ano? E daqui a cinco anos? É quando entram as metas. Distinta dos objetivos que são mais abrangentes (exemplo: aumentar o faturamento), a meta é algo quantitativo, mais específico (exemplo: atingir o faturamento x). Podemos dizer que a meta é a quantificação do objetivo. Seguindo a técnica SMART, as metas devem ser mensuráveis, com um prazo pré-estabelecido para serem alcançadas e possuir sintonia com os objetivos da empresa. Na medida em que a meta é mensurável, é possível acompanhar a sua evolução. Caso a evolução desejada não esteja sendo alcançada, podemos, em tempo, intervir, planejando e executando ações ou planos de ações que ajudarão a retomar o caminho da conquista.

 

4. O Planejamento Estratégico ajuda a definir qual é o melhor caminho a ser seguido para que as metas sejam atingidas e os objetivos alcançados

Muitos caminhos podem levar ao mesmo lugar. Porém, o tempo e o desgaste podem variar de um para outro. Dependendo da escolha, as metas e os objetivos podem ficar comprometidos. Um percurso bem planejado, possibilita que a realização se dê já no processo da caminhada, com menos dor e sofrimento. O tempo que se levará para planejar certamente será ainda inferior ao tempo desperdiçado, quando se recorre ao método da tentativa e erro. O planejamento estratégico ajuda a pensar nos riscos que cada caminho oferece e planejar as ações, cada uma com o seu prazo de execução e o seu responsável. Muitos investem recursos e tempo e não chegam onde gostariam. Os que planejam, principalmente em grupo, conseguem mais êxito em suas conquistas. Não é à toa que se diz que “ninguém é feliz sozinho”. É importante ouvir a opinião dos funcionários, pois eles estão todos os dias na empresa e sabem os pontos fortes e fracos, o que funciona e o que não funciona, talvez até melhor que os próprios gestores. Uma vitória compartilhada é muito mais prazerosa, assim como uma derrota compartilhada é menos dolorosa.

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