Apresentação

Este blog é uma tentativa de traduzir o trabalho do pensamento em palavra escrita, com direito a falhas, equívocos e perdões.
Obrigado aos que tiveram o trabalho de dedicar sua atenção!

Perfil

Marcos Kayser é filósofo e empresário. Escreveu o livro O Paradoxo do Desejo, com prefácio de Márcia Tiburi, onde busca investigar a "mecânica do desejo nas relações de poder", e o livro Quando Tamanho não é documento, contando a história da gestão da TCA, empresa da qual é um dos fundadores e foi vencedora do Prêmio Nacional de Inovação. Idealizador do Scopi, software líder de mercado, que tem como objetivo ajudar as organizações a criarem a cultura do planejamento.

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Impeachment: momento de preocupação

Voto SIM, voto NÃO, pelo impeachment, contra o golpe, são as manifestações dos nossos representantes no Congresso, votando no processo de impeachment da presidente Dilma. Quem fala em golpe, se esquece do golpe aplicado pela presidente nas eleições, que ocultou dos brasileiros a situação da economia em frangalhos, pelas escolhas equivocadas da sua equipe. Particularmente, acho que o momento é de preocupação, mais do que comemoração. Estamos numa situação muito delicada, sob o aspecto político e econômico, sendo que um depende do outro. Sob o aspecto político vivemos um contexto onde não confiamos naqueles que votaram a favor nem contra. Dá para acreditar em Dilma, Lula, Temer e Cunha? Minha pouca esperança está concentrada no poder judiciário. Com a ajuda da Polícia Federal e do Ministério Público espero que a Lava Jato avance e prenda quem roubou e continua roubando do Brasil e ainda recupere as fortunas desviadas. A operação Lava Jato, e outras, com similar finalidade, precisa avançar, a ponto de instituir, pelo medo, uma nova moral, de respeito ao Estado. Até lá o Brasil vai precisar gestar novos políticos. Uma geração na qual o crime não compensa. Uma geração que rejeita o famoso “rouba, mas faz”. E a economia? Bem, a economia só vai ser recuperada com consistência, se nossos políticos provarem que votaram pelo impeachment, pensando de fato no país, para além das rivalidades. Um bom indício é se votarem as urgentes reformas (política, administrativa, trabalhista, previdenciária,…). Será? Eu duvido!  Simplesmente porque eles não conseguem separar o público do privado. Exemplo disso é que grande parte dos nossos deputados votam em nome do pai, da mãe, do cônjuge, dos filhos, dos netos, dos bisnetos e por aí vai. Não conseguem abrir mão do privado em benefício do público e não seria o momento de evocar a intimidade familiar. Desta forma dificilmente vão agir sem colocar seus privilégios pessoais em primeiro lugar e continuarão alimentando a cultura do desvio, do “jeitinho brasileiro”. Quem dera puder neste momento estar comemorando. É deprimente e, para quem tem filhos pequenos, é ainda mais preocupante. Talvez, o melhor caminho fosse convocar novas eleições para presidência, ainda neste ano, também para senadores e deputados. Seria uma demonstração de desprendimento pelo interesse privado e um convite para resgatarmos a confiança nos políticos brasileiros. Sonhar é livre!

Marcos Kayser

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