Apresentação

Este blog é uma tentativa de traduzir o trabalho do pensamento em palavra escrita, com direito a falhas, equívocos e perdões.
Obrigado aos que tiveram o trabalho de dedicar sua atenção!

Perfil

Marcos Kayser é um dos sócios fundadores da TCA Informática que iniciou atividades em 1988. Idealizador do software Scopi. Bacharel, licenciado e mestre em Filosofia pela Unisinos. Tem curso de formação em gerenciamento de projetos. Presidiu a Câmara da Indústria, Comércio, Serviços e Agropecuária do Vale do Paranhana (CICS-VP). Preside o Comitê Regional do PGQP no Paranhana. Escreveu o livro O Paradoxo do Desejo, com prefácio de Márcia Tiburi, onde busca investigar a "mecânica do desejo nas relações de poder", e o livro Quando Tamanho não é documento, contando a história da gestão da TCA, vencedora do Prêmio Nacional de Inovação.

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Archive for março, 2015

Da sensação à ação

Toda ação do homem é precedida de uma ou mais sensações. Estas sensações produzem percepções. Podemos dizer que a percepção é uma sensação melhor elaborada. Para perceber, se dar conta, é necessário antes ter a sensação. A ação então depende de nossa sensibilidade, que conforme minha filo amiga Marcia Tiburi, é uma capacidade de ter atenção às coisas. Acrescento dar atenção às coisas e se incomodar quando algo está fora do lugar e gera desconforto. Uns tem mais atenção do que outros, sentem mais e se tocam (percebem) mais facilmente. Eu diria que os mais atentos, os mais “ligados” como se diz atualmente, tem um potencial maior de ação e transformação no mundo, o que nem sempre se concretiza na prática. Fiz um teste de sensibilidade com meus colegas de trabalho. Por uma semana deixei um quadro, cujo fundo havia caído, no chão, escorado numa parede por onde todos passavam. Pedi a eles escreverem num papel em branco uma ou mais coisas que os incomodavam na sala em que eles trabalhavam, onde se encontrava o quadro no chão. Como regra eles tinham 1 minuto para escrever. Entre os nove participantes da brincadeira, ou melhor do “teste de sensibilidade”, apenas dois registraram o quadro. Três apontaram nada e os demais citaram outras coisas fora o quadro. Aí falei a eles do quadro e os que não haviam se dado conta dele passaram a ter o quadro como algo fora do lugar e fonte de desconforto. Perguntei aos dois porque não fizeram nada para colocar o quadro no lugar e eles não souberam me responder. Conclui o teste dizendo a eles que a sensibilidade é uma capacidade importante para melhorarmos o ambiente em que vivemos e as relações que temos com as pessoas. Mas só ter sensibilidade não basta para mudar o (nosso) mundo. É preciso agir, para corrigir, melhorar e colocar as coisas no lugar, no mais amplo sentido.

Marcos Kayser

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