Apresentação

Este blog é uma tentativa de traduzir o trabalho do pensamento em palavra escrita, com direito a falhas, equívocos e perdões.
Obrigado aos que tiveram o trabalho de dedicar sua atenção!

Perfil

Marcos Kayser é filósofo e empresário. Escreveu o livro O Paradoxo do Desejo, com prefácio de Márcia Tiburi, onde busca investigar a "mecânica do desejo nas relações de poder", e o livro Quando Tamanho não é documento, contando a história da gestão da TCA, empresa da qual é um dos fundadores e foi vencedora do Prêmio Nacional de Inovação. Idealizador do Scopi, software líder de mercado, que tem como objetivo ajudar as organizações a criarem a cultura do planejamento.

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“Deixar na mão” não é mais exceção

As relações comerciais estão vivendo um momento difícil. Parece que deixar o outro esperando ou não cumprir com o combinado, virou rotina. E como a maioria é assim, quem faz não se importa muito com as consequências. As empresas prestadoras de serviços e os profissionais liberais são os campeões. Na semana passada, me chamou a atenção uma sequência de episódios que aconteceram comigo, no mesmo dia. As pessoas marcaram, assumiram compromisso e não cumpriram.  Não dá para dizer que são pessoas sem formação e educação. Teoricamente, todas tem uma boa noção do que é responsabilidade, comprometimento, dever. Foi-se o tempo em que tudo era feito pelo cliente. Não basta requisitar uma só vez, tem que insistir e, quem sabe, suplicar e pedir “pelo amor de Deus”. Entre as que me “aprontaram”, duas eram da área da saúde, uma da eletrônica e outra do comércio. Foram quatro episódios, um na sequência do outro. Chegou a ser engraçado e minha sorte foi que não era nada urgente, pois, certamente, não seria muito diferente. Talvez ,uma das causas, injustificável, é claro, seja que as pessoas estão com serviço de sobra e perder um cliente não traz preocupação. É a velha questão: os fins justificando os meios. Cumpre-se uma obrigação só pensando no que pode ocorrer, o que vai ganhar ou perder. Como “deixar na mão” é quase uma máxima, que se repete com a maioria, pensam que dificilmente vão perder o cliente. Onde estará a noção do dever? Dos quatro, dois ficaram de me dar retorno, aquele conhecido “sem falta”, e nada. Isso que liguei mais de uma vez. Os outros dois marcaram, combinaram horário e não apareceram. Fiquei esperando, deixei de fazer outras coisas, não menos importantes, e, além da frustração, terei que retomar o contato com os quatro, correndo o risco de mais uma vez ser “deixado na mão”. Como tenho uma empresa de prestação de serviços e, junto dos meus sócios, ficamos preocupados que esta desconsideração tenha se espalhado feito um vírus e também esteja nos atingindo, peço que aquele que marcar algum tipo de serviço conosco e não for correspondido, ligue imediatamente para algum nós. Ainda somos do tempo em que “ouvir o cliente é obrigação, atendê-lo bem é realização”.

Marcos Kayser

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