Apresentação

Este blog é uma tentativa de traduzir o trabalho do pensamento em palavra escrita, com direito a falhas, equívocos e perdões.
Obrigado aos que tiveram o trabalho de dedicar sua atenção!

Perfil

Marcos Kayser é um dos sócios fundadores da TCA Informática que iniciou atividades em 1988. Idealizador do software Scopi. Bacharel, licenciado e mestre em Filosofia pela Unisinos. Tem curso de formação em gerenciamento de projetos. Presidiu a Câmara da Indústria, Comércio, Serviços e Agropecuária do Vale do Paranhana (CICS-VP). Preside o Comitê Regional do PGQP no Paranhana. Escreveu o livro O Paradoxo do Desejo, com prefácio de Márcia Tiburi, onde busca investigar a "mecânica do desejo nas relações de poder", e o livro Quando Tamanho não é documento, contando a história da gestão da TCA, vencedora do Prêmio Nacional de Inovação.

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Archive for junho, 2013

Seleção brasileira: mercadoria que paga comissão

A imprensa nacional divulgou o acerto entre a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e a comissão técnica sobre os valores da premiação aos jogadores em caso de título do Brasil na Copa das Confederações. O valor não foi divulgado, mas, seja qual for o montante, será justo premiar quem deveria se orgulhar em representar uma nação? Haverá valor maior do que a honra de defender a pátria e, ainda, fazendo o que mais gosta? Jogar futebol, ficar em concentrações luxuosas, ter tratamento de celebridade, ter todo o suporte médico, receber aplausos no campo de futebol, será tão sacrificante? É duro reconhecer que o futebol se reduziu a interesse financeiro por parte de quem joga, comanda e daqueles que através do futebol arrecadam milhões. Representar a seleção de seu país não poderia ser tratado como uma oportunidade para o jogador faturar e aumentar o seu já expressivo patrimônio. Será que o valor recebido por cada jogador da seleção em seu clube não é suficiente para estar financeiramente motivado. Vale a máxima de quanto mais tem, mais quer, e  o que mais quer é dinheiro. Parece que tudo se resolve com dinheiro, como que com dinheiro tudo fosse possível comprar. Aprendi a gostar de futebol desde pequeno, quando jogava no meio da rua em meio aos carros que eventualmente passavam e desviavam dos tijolos que serviam de marcação para as goleiras. E ali ficava a tarde inteira. Aprendi a torcer quando o meu vizinho, querido seu João, me fez conhecer a emoção de ir ao estádio do meu time do coração. A razão me orienta a torcer para o Brasil perder a Copa das Confederações e, quem sabe, mostrar que o dinheiro não faz ser campeão. Vão dizer que não sou patriota, mas como ser se nossos representantes, os jogadores que jogam por nós, não são? É um pouco semelhante a nossa representatividade política. Como apoiar a política brasileira, na medida em que a grande maioria dos políticos priorizam as suas remunerações em detrimento ao maior valor que deveriam  preservar, o amor à pátria, a pátria amada, o Brasil? A mercantilização está disseminada, é regra, sem exceção. Até o futebol virou uma mercadoria que paga comissão. O que fazer, torcer ou não por este tipo de seleção?

 

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