Apresentação

Este blog é uma tentativa de traduzir o trabalho do pensamento em palavra escrita, com direito a falhas, equívocos e perdões.
Obrigado aos que tiveram o trabalho de dedicar sua atenção!

Perfil

Marcos Kayser é filósofo e empresário. Escreveu o livro O Paradoxo do Desejo, com prefácio de Márcia Tiburi, onde busca investigar a "mecânica do desejo nas relações de poder", e o livro Quando Tamanho não é documento, contando a história da gestão da TCA, empresa da qual é um dos fundadores e foi vencedora do Prêmio Nacional de Inovação. Idealizador do Scopi, software líder de mercado, que tem como objetivo ajudar as organizações a criarem a cultura do planejamento.

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Minhas 10 virtudes prediletas

Segundo Aristóteles, a virtude é uma disposição adquirida de fazer o bem.  E o que vem a ser o bem? Bem é aquilo que traz alegria, que satisfaz nossos bons desejos. Sim, porque há também os maus desejos e satisfazer um mau desejo já não é mais virtude. Quem dá sem prazer, não é generoso. É preciso a alegria no ato de dar. A virtude também é ato e não só potência. Não é generoso quem pensou e tinha a intenção de dar, mas é generoso quem dá, e dá alegremente.  Quem me conhece, sabe quanto inquieto sou. Inquieto por uma vida verdadeira e se possível alegre, pra mim e para os outros, pelo menos aqueles que fazem parte da minha aldeia, familiar e comunitária. Caso contrário, não valeria a pena viver. Por mair redundante que seja, acho que uma vida triste é muito triste, o que não significa que uma vida não tenha momentos de tristeza. A felicidade, a alegria de  saber viver, depende um pouco da sorte e muito das virtudes de cada um. E quais serão estas virtudes? Escolhi dez que considero as mais cardeais. Minha felicidade depende delas, até que ponto consigo exercê-las? Não sei! São elas:

  1. O amor: o desejo, a amizade, a capacidade de dar a vida pelo outro, sem o qual é dificílimo, talvez impossível, viver.
  2. A coragem: a força que enfrenta o perigo, o medo, o sofrimento, a dor, as (mal)ditas agruras da vida.
  3. A justiça: aquela que respeita a igualdade, a legalidade e o direito do indivíduo
  4. A temperança: virtude da moderação e do equilíbrio dos prazeres. Nem excesso, nem  falta.
  5. A prudência: a capacidade de escolher os melhores meios para se alcançar os melhores fins.
  6. A generosidade: o reconhecimento voluntário do outro, a quem somos capazes de nos doar.
  7. A fé: uma crença sem prova e sem recompensa.
  8. A humildade:  parecer-se menor, sem deixar de ser grande.
  9. A simplicidade: a virtude da descomplicação, do desapego, da economia, da originalidade.
  10. O humor: dar vontade de rir até do que não seria engraçado. É tirar, literalmente, do sério.

Há outras virtudes, mas aqui e agora, fico com estas. Uma vida virtuosa a todos!

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