Apresentação

Este blog é uma tentativa de traduzir o trabalho do pensamento em palavra escrita, com direito a falhas, equívocos e perdões.
Obrigado aos que tiveram o trabalho de dedicar sua atenção!

Perfil

Marcos Kayser é filósofo e empresário. Escreveu o livro O Paradoxo do Desejo, com prefácio de Márcia Tiburi, onde busca investigar a "mecânica do desejo nas relações de poder", e o livro Quando Tamanho não é documento, contando a história da gestão da TCA, empresa da qual é um dos fundadores e foi vencedora do Prêmio Nacional de Inovação. Idealizador do Scopi, software líder de mercado, que tem como objetivo ajudar as organizações a criarem a cultura do planejamento.

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Pelo cargo ou pela cidade?

Estamos há alguns dias das eleições municipais e assistimos a um verdadeiro “show de ofertas”, em que os candidatos e seus correligionários oferecem de tudo para conquistar o voto. Mas será que tal anseio é de fato movido pelo amor à cidade ou será amor pelo cargo? Ficamos com um “pé atrás” e uma “pulga atrás da orelha”, conforme o dito popular, porque depois das eleições os candidatos que tiveram pouco “sucesso nas vendas”, não se elegendo, se silenciam por mais quatro anos, quando remontam suas “vitrines”.  Encerrado o pleito, não se vê os antigos candidatos com uma atuação na intensidade com que prometiam e declaravam amor pela cidade. Já que, enquanto candidatos, se diziam preparados para legislar e fiscalizar, por que como cidadãos não exercem uma cidadania verdadeiramente engajada? Não precisa ser vereador para fiscalizar e cobrar. Esta dúvida talvez seja comum a muitos e esteja aí um dos motivos porque tantos eleitores não se sentem confiantes para votar. Fico surpreso com a quantidade de pessoas que me dizem que votarão em branco ou anularão o voto, simplesmente porque não acreditam no discurso dos candidatos à prefeito e à vereador. Outro motivo do ceticismo  é o discurso repetitivo que iguala praticamente todos. É trabalhar pelo crescimento e desenvolvimento da cidade, é tornar a cidade uma referência em saúde, e por aí segue. Não apresentam as estratégias e os meios pelos quais vencerão os obstáculos, principalmente o problema das limitações financeiras e do comprometimento político firmado durante a campanha. Estes compromissos, muitas vezes, impedem que pessoas especializadas em determinado setor, e com mais capacidade técnica,  assumam o cargo com a autonomia e a qualidade necessária para implementar as reformas indispensáveis.  Faço torcida para  que a maioria dos candidatos estejam participando do pleito eleitoral por amor à cidade, já que a  cidade permanece e o cargo passa. Veremos,  tão logo as eleições acabem!

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