Apresentação

Este blog é uma tentativa de traduzir o trabalho do pensamento em palavra escrita, com direito a falhas, equívocos e perdões.
Obrigado aos que tiveram o trabalho de dedicar sua atenção!

Perfil

Marcos Kayser é filósofo e empresário. Escreveu o livro O Paradoxo do Desejo, com prefácio de Márcia Tiburi, onde busca investigar a "mecânica do desejo nas relações de poder", e o livro Quando Tamanho não é documento, contando a história da gestão da TCA, empresa da qual é um dos fundadores e foi vencedora do Prêmio Nacional de Inovação. Idealizador do Scopi, software líder de mercado, que tem como objetivo ajudar as organizações a criarem a cultura do planejamento.

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Vereança: profissão ou representação?

O assunto remuneração de vereadores, apesar de antigo, ainda incomoda muita gente. Em época de eleição a obstinação dos candidatos pelo cargo chama a atenção dos mais “ligados”. É como se estivessem na corrida por uma vaga ao emprego e, pelo que se sabe, a vereança é uma representação e não uma profissão, a menos que já tenha sido regulamentada, sem o aval dos cidadãos que em sua grande maioria condenam tal distorção. Para confirmar o quanto a remuneração está no primeiro plano dos candidatos, basta interrogá-los se concordam em lutar pela redução dos proventos, caso eleitos forem. Há cidades que fogem do padrão, que já é alto, quanto ao exagero da remuneração. Tomamos as dores destas cidades que não merece tamanho desamor de seus representantes máximos, no caso, os vereadores. O salário do vereador é desproporcional ao contexto destas cidades, que possuem escassez de recursos. É uma questão de coerência. O problema econômico pode ser avaliado pelo pib percapita municipal. A profissão de vereador é aquela que oferece a maior remuneração por hora do mercado. É maior do que a de um professor universitário com mestrado e doutorado. É maior que a de muitos médicos. E não conseguimos encontrar justificativas para tanto. Em épocas passadas a atitude era outra. Perguntem aos vereadores mais antigos, de duas ou três décadas atrás. Eles não recebiam praticamente nada e, nem por isso, produziam menos e com menor qualidade. Penso que aqueles que desejam se dedicar as suas cidades, na condição de vereadores, poderiam fazer com pretensões salariais menos ambiciosas. E para coroar a gloriosa passagem pela Casa, poderiam se comprometer a reduzir seus proventos a patamares de um ou dois salários, considerando que mais da metade dos municípios do Brasil não possuem vinte mil habitantes. Há casos, entre eles Taquara, minha cidade natal e visceral, que o salário reduzido em 50% representaria uma economia em torno de R$ 450.000,00 por ano e R$ 1.800.000,00 nos quatro anos de mandato. Taquara querida merece e seus cidadãos agradecem! Acredito e ainda aguardo pelos destemidos candidatos!

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