Apresentação

Este blog é uma tentativa de traduzir o trabalho do pensamento em palavra escrita, com direito a falhas, equívocos e perdões.
Obrigado aos que tiveram o trabalho de dedicar sua atenção!

Perfil

Marcos Kayser é filósofo e empresário. Escreveu o livro O Paradoxo do Desejo, com prefácio de Márcia Tiburi, onde busca investigar a "mecânica do desejo nas relações de poder", e o livro Quando Tamanho não é documento, contando a história da gestão da TCA, empresa da qual é um dos fundadores e foi vencedora do Prêmio Nacional de Inovação. Idealizador do Scopi, software líder de mercado, que tem como objetivo ajudar as organizações a criarem a cultura do planejamento.

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Cidade com praça, cidade com alma

Em fevereiro de 2007 escrevi um artigo intitulado “Cidade sem praça, corpo sem alma”, em que falava da minha tristeza, como a de tantos outros taquarenses, ao ver o estado das principais praças da cidade, a Marechal Deodoro e a da Bandeira. Praças que pela deteriorização podiam ser comparadas a um corpo sem alma, representando morbidez. E logo uma praça que tem um sentido visceral para uma cidade. Um lugar que é ponto de encontro de pessoas de todas as idades e, portanto, deve ser acolhedor. Mais de quatro anos depois do artigo, mesmo que ainda em construção, começamos a ver a praça Marechal Deodoro com ares de limpeza. À noite podemos ver a penumbra dando lugar a luz e confirmar como uma boa iluminação faz a diferença. Respeito aqueles que defenderam a manutenção das árvores que lá estavam, mas não dá para ignorar que sem algumas delas podemos melhor visualizar o prédio da Prefeitura, uma verdadeira obra de arte barroca, como poucas cidades do Brasil tem. Tudo indica que no Natal a nova praça Marechal Deodoro já estará inaugurada e se espera que a comunidade, junto do poder público, saiba zelá-la, mantendo-a limpa. Na praça da Bandeira, onde muito brinquei na minha infância, quando estudava no Rodolfo Von Ihering, a derrubada das baiúcas, que compunham o dito camelódromo, já deram um descanso aos olhos. Perdoem-me, mas aquele cenário deprimente chegava a ser um desrespeito para com o consumidor e denegria a imagem dos comerciantes que lá estabelecidos estavam. Na praça da Bandeira espero que se confirme a idéia de instalar balanços, escorregadores e outros brinquedos para a criançada. As reformas de ambas as praças poderiam ter tomado outros rumos arquitetônicas, mas acredito que as opções escolhidas pelos gestores não comprometerão a beleza e a funcionalidade dos dois locais. Quem sabe, o próximo desafio, em matéria de urbanização, seja a limpeza e o embelezamento das entradas da cidade, que não depende apenas dos gestores municipais mas dos comerciantes e habitantes da cidade que precisam manter suas fachadas e calçadas em dia com a estética. Vou começar a ter mais esperança nesta cidade, afinal, vai ter praça, vai ter alma!

Marcos Kayser

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