Apresentação

Este blog é uma tentativa de traduzir o trabalho do pensamento em palavra escrita, com direito a falhas, equívocos e perdões.
Obrigado aos que tiveram o trabalho de dedicar sua atenção!

Perfil

Marcos Kayser é filósofo e empresário. Escreveu o livro O Paradoxo do Desejo, com prefácio de Márcia Tiburi, onde busca investigar a "mecânica do desejo nas relações de poder", e o livro Quando Tamanho não é documento, contando a história da gestão da TCA, empresa da qual é um dos fundadores e foi vencedora do Prêmio Nacional de Inovação. Idealizador do Scopi, software líder de mercado, que tem como objetivo ajudar as organizações a criarem a cultura do planejamento.

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A dupla face do fracasso

É duro enfrentar o fracasso. É doloroso, causa frustração e muitas vezes gera conseqüências desagradáveis. Mas o fracasso tem o seu avesso com seus ensinamentos. Com uma boa dose de sensatez e inteligência podemos aprender muito mais com o fracasso do que com o sucesso e numa próxima oportunidade estaremos mais fortes para obter sucesso. Se o Inter tivesse aprendido com o fracasso na Copa Mundial de Clubes, quando perdeu para o Mazembe, talvez não tivesse sido eliminado precocemente na última Copa Libertadores da América, cujo título de tri campeão era a grande prioridade. Deixou de substituir algumas peças principalmente na zaga e no meio. Diante do Mazembe, ficou evidente a fragilidade do goleiro que tomou dois gols defensáveis para um grande goleiro e a lentidão de uma zaga que marca à distância como já havia ocorrido com o jogador Bolívar na final da Libertadores contra o Chivas. O Renan já havia sinalizado sua fragilidade na mesma Libertadores, diante do São Paulo e do próprio Chivas, mas, por sorte, acabou não comprometendo o resultado. No enfrentamento contra o Mazembe faltou eficiência e “poder de fogo” ao ataque, muito mais pela falta de aproximação dos jogadores de meio campo. Veio a Libertadores e o Inter continuou ignorando o aprendizado. Perdeu num “apagão” da sua defesa, como justificou o seu treinador. O lateral Nei falhou e a zaga não conseguiu acompanhar o ataque do Penharol que não tinha nada de espetacular, como o próprio Inter, como a diferença de que soube ser eficiente. E o ataque, apesar da qualidade do Damião, não conseguiu ter consistência, até porque faltou a colaboração do meio que continuou distante e lento. Fracassou de novo o Inter sem a sabedoria suficiente para aprender com os próprios erros. Veio o campeonato gaúcho e o título ajudou a disfarçar as fragilidades. Isso que ganhamos a “duras penas” de um Grêmio com iguais ou maiores limitações do que o Colorado. E chegamos no atual momento do Inter no Campeonato Brasileiro, onde o time não se impõe, nem mais dentro de casa. Perdeu para o Ceará e disseram que foi um acidente, ganharam de goleada de times de média e baixa qualidade e disseram que o time havia encaixado e agora perderam três consecutivas, sendo a última uma goleada sem poder de reação, nem mesmo movido a raça. Continua a mesma zaga (Bolivar, Nei & Cia), o mesmo meio campo que não chega (Guinazu, Bolatti) e não dá um chute a gol que presta, com exceção do Oscar, quando joga. Talvez muitos jogadores do Inter perderam o tesão necessário, pois já ganharam tudo, se falta jogadores talentosos e dinheiro para adquiri-los quem sabe se investe em jogadores que tenham disposição e garra. Não precisamos ir muito longe, temos o exemplo dos vizinhos uruguaios. Será que a garra do Dunga no lugar do estilo clássico do Falcão não traria melhores resultados? Pobre Damião, pobre torcedor colorado. Tomara que o fracasso ensine melhor os dirigentes colorados. E o futebol continue servindo de escola pra vida.

Marcos Kayser

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