Apresentação

Este blog é uma tentativa de traduzir o trabalho do pensamento em palavra escrita, com direito a falhas, equívocos e perdões.
Obrigado aos que tiveram o trabalho de dedicar sua atenção!

Perfil

Marcos Kayser é filósofo e empresário. Escreveu o livro O Paradoxo do Desejo, com prefácio de Márcia Tiburi, onde busca investigar a "mecânica do desejo nas relações de poder", e o livro Quando Tamanho não é documento, contando a história da gestão da TCA, empresa da qual é um dos fundadores e foi vencedora do Prêmio Nacional de Inovação. Idealizador do Scopi, software líder de mercado, que tem como objetivo ajudar as organizações a criarem a cultura do planejamento.

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Era uma vez, “gente atrás da máquina”

Dias após apontarmos para o perigo da falta de diversificação econômica no Paranhana, cuja economia está concentrada no calçado, vem a Vulcabras/Azaléia comunicar o fechamento da sua unidade fabril em Parobé. Por conseqüência, muitas pessoas desempregadas, que segundo informam serão absorvidas por outras empresas. Certeza que nem todos tem, principalmente entre os empresários do setor. E justamente Parobé, que é o único município do Paranhana que não deu importância a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa, não aprovando este projeto que está na Agenda Paranhana 2020. Será que Parobé tem planejamento estratégico? Qual será o seu modelo de gestão? Mas além do impacto econômico, o fechamento da Azaléia traz consigo uma questão sentimental. Chega ao fim uma história. História que tinha em aspectos constitutivos muita inovação e servia de referência. “Tem gente atrás da máquina”, era uma frase famosa do Presidente da Azaléia, Nestor Herculano de Paula. Metáfora que simbolizava a importância que ele dava aos seus funcionários e os mesmos reconheciam nele um líder revolucionário para o seu tempo. Antes de falarmos de responsabilidade social, a Azaléia já realizava muitos projetos nesta área. A creche e a educação formal para os funcionários eram exemplo disso. Participação nos lucros foi outra iniciativa inovadora da Azaléia sob a liderança do seu Nestor como era respeitosamente chamado. Este perfil da empresa já havia se perdido há algum tempo, desde a sua morte e depois venda para o grupo Vulcabras. Culpa da nova empresa, culpa do mercado, culpa do governo? São questões que exigiriam um amplo espaço para debates, talvez bastante oportuno já que o Paranhana depende em muito do calçado e assim como a fábrica da Azaléia, que de grande ícone virou cinzas, outras poderão sucumbir em meio a novas realidades. Os governos que tem a responsabilidade de defenderem os interesses de suas comunidades precisam agir de uma vez por todas para juntos aos empresários e aos trabalhadores planejarem um novo cenário e não ficarem a mercê exclusivamente dos movimentos do mercado. Planejar estrategicamente é pensar conjuntamente no futuro e começar a agir no presente para ter sucesso nesta construção.

Marcos Kayser

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