Apresentação

Este blog é uma tentativa de traduzir o trabalho do pensamento em palavra escrita, com direito a falhas, equívocos e perdões.
Obrigado aos que tiveram o trabalho de dedicar sua atenção!

Perfil

Marcos Kayser é filósofo e empresário. Escreveu o livro O Paradoxo do Desejo, com prefácio de Márcia Tiburi, onde busca investigar a "mecânica do desejo nas relações de poder", e o livro Quando Tamanho não é documento, contando a história da gestão da TCA, empresa da qual é um dos fundadores e foi vencedora do Prêmio Nacional de Inovação. Idealizador do Scopi, software líder de mercado, que tem como objetivo ajudar as organizações a criarem a cultura do planejamento.

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Somos por natureza “venenosos”?

Cientistas da Nasa informaram que encontraram num lago da Califórnia  uma bactéria diferente do conceito de vida que conhecemos até hoje, pois ela vive a base de arsênico. A bactéria não só “come” arsênico como também incorpora esse elemento tóxico diretamente ao seu DNA, segundo os pesquisadores.  O arsênio e seus compostos são extremamente tóxicos. Milhões de pessoas no mundo inteiro adoecem e morrem sem saber que a causa de suas doenças é o envenenamento crônico por arsênio. As doenças que mais matam no mundo podem ser causadas por arsênio: doenças cerebrovasculares, diabetes e câncer, entre outras. A descoberta, ainda em fase inicial, demonstra que um dos mais notórios venenos da Terra pode também ser a matéria-prima para a vida de algumas criaturas, abrindo espaço para novas perspectivas de vida extraterrestre. Segundo os pesquisadores o lago está repleto de vida, mas não de peixes. Ele também contém as bactérias. A vida é principalmente composta dos elementos carbono, hidrogênio, nitrogênio, oxigênio, enxofre e fósforo. Esses seis elementos compõem os ácidos nucleicos e também as proteínas e lipídios. Mas, teoricamente, não há razão pela qual outros elementos não poderiam ser usados. Só que a ciência nunca havia encontrado nenhum ser vivo que os usasse. Saindo da ciência empírica, indo mais para uma filosofia cínica e especulativa, podemos imaginar que pode estar aí uma explicação para uma eventual índole do mal da espécie humana, se contrapondo a teoria altruísta predominante. Então o velho Hobbes, que falou em “homo homini lúpus”, ou seja, o homem é o lobo do homem, tem sua tese reforçada, enquanto enfraquece o velho Rousseau para quem o homem é bom por natureza. Freud já defendia que para conter a pulsão de morte a sociedade seria um mal necessário. Quem sabe o arsênico também não justificaria a pulsão de morte? Assim, a ciência dá um passo importante não só na direção dos irmãos alienígenas, mas também para desmistificar a idéia da nossa natureza exclusivamente bondosa. Se no nosso DNA tem arsênico, podemos ser por natureza venenosos. Veneno que, é bom ressaltar, mata, motivado por auto-defesa ou até mesmo por pura perversão, principalmente quando usado por seres mais “evoluídos” e inteligentes como é o caso dos humanos.

Marcos Kayser

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