Apresentação

Este blog é uma tentativa de traduzir o trabalho do pensamento em palavra escrita, com direito a falhas, equívocos e perdões.
Obrigado aos que tiveram o trabalho de dedicar sua atenção!

Perfil

Marcos Kayser é um dos sócios fundadores da TCA Informática que iniciou atividades em 1988. Idealizador do software Scopi. Bacharel, licenciado e mestre em Filosofia pela Unisinos. Tem curso de formação em gerenciamento de projetos. Presidiu a Câmara da Indústria, Comércio, Serviços e Agropecuária do Vale do Paranhana (CICS-VP). Preside o Comitê Regional do PGQP no Paranhana. Escreveu o livro O Paradoxo do Desejo, com prefácio de Márcia Tiburi, onde busca investigar a "mecânica do desejo nas relações de poder", e o livro Quando Tamanho não é documento, contando a história da gestão da TCA, vencedora do Prêmio Nacional de Inovação.

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Archive for janeiro, 2010

Entre uma partida e uma chegada

Verão sugere veraneio, pelo menos para nós brasileiros que normalmente reservamos as férias para esta estação. E como é bom viajar! Numa viagem respiramos novos ares, conhecemos novos lugares. Na maioria das vezes, nos sentimos mais livres, pois nos desprendemos da rotina recheada de compromissos, amarras assumidas muito mais por obrigação do que por vontade. Digo na maioria das vezes porque muitos não conseguem se desprender da rotina, nem mesmo numa viagem de férias. Desprendimento que deixa a tal rotina de lado, em segunda ou terceira instância, permitindo que a contingência e a criatividade sejam colocadas como prioridade. Desprendimento que pode ser acompanhado, desde que seja bem acompanhado, e a família é uma das boas companhias, para quem tem bons vínculos familiares, é claro. Lembro-me de um amigo meio ermitão que, perguntado pela sua solidão, respondeu sentir-se muito bem acompanhado por ela. Michel Onfray no seu livro Teoria da Viagem diz que numa viagem se descobre verdades essenciais a estrutura do ser humano e isso ocorre não só durante a viagem, mas também antes e depois. Dores e feridas, tédios e tormentos, pesares e infelicidades, tristezas e melancolias se amplificam na viagem, segundo Onfray. A viagem não cura, pois o que embarca na partida reaparece na chegada, mas pode servir de terapia, na medida em que possibilita enxergar melhor o que não vemos quando mergulhados, quase afogados, na rotina do dia a dia. Enxergar para poder compreender e suportar, a si e ao outro, o que pode representar um (re)encontro. Agora, chegar de volta em casa é bom demais. E a casa não se restringe ao lar, estende-se à rua, ao bairro, à cidade, ao trabalho e, principalmente, às pessoas de nosso círculo de relações, inclusive aquelas da rotina que muitas vezes não suportávamos mais, mas que na viagem acabamos sentindo saudades e reconhecendo o seu significado. Se viajar é encontrar-se, então retornar a casa é perder-se? Talvez sim, por isso temos que voltar a planejar uma nova viajem. Então, entre a partida e a chegada, o que será melhor? Atrevo-me a dizer que o melhor é viajar, ressalvas àquela viagem que deu tudo errado. Parece contraditório, mas é experimentando o distanciamento proporcionado pela viagem que descobrimos significados.

Dados da violência no Paranhana

Acessando o Portal da Transparência do Paranhana, um dos primeiros projetos implantados que integra a Agenda Paranhana 2020, podemos acompanhar a evolução da região em números. Na primeira semana deste ano foram atualizados os dados referentes ao número de homicídios na região. Indicador que não é definitivo, pois existem outros, mas que é importante no apontamento de uma tendência, que no caso de 2009 foi positiva. A boa notícia é que o número de homicídios no Paranhana em 2009 teve uma redução de aproximadamente 25%. Taquara continua sendo a cidade com o maior número, somando 12 homicídios, sendo que em 2008 haviam sido 16. Apesar de ser a maior em população o número de homicídios em Taquara ainda é muito alto na comparação com os demais municíipios da região, inclusive com relação a Parobé que era tida como a mais violenta, apesar dos números não mostrarem isso. Parobé e Rolante tiveram 4 homicídios cada uma em 2009. Em 2008 Parobé registrou 9 e Rolante 5. Como se pode perceber, em Parobé, percentualmente, houve uma redução de mais de 50% na relação de um ano para o outro. Igrejinha registrou 2 homicídios em 2009 contra 1 em 2008. Três Coroas registrou 1 em 2009 contra nenhum em 2008. Enquanto que Riozinho continuou com nenhum homicídio registrado, como já havia ocorrido em 2008. Em termos regionais, em 2009 houveram 23 homicídios contra 31 em 2008, ou seja, houve uma redução próxima de 25%. Este número de 2009 repete o número de 2007, sendo que de lá para cá a população cresceu na região. Se esta melhora, se assim podemos considerar, é fruto de uma ação mais ostensiva da Brigada e da Polícia, é difícil constatar. O que se sabe é que o contingente policial não aumentou. Contudo, cabe comemorar e aos especialistas informar a que se deve a melhora, se a alguma ação de repressão ou preventiva. Espera-se que não tenha sido por uma questão de sorte. Tomara que os méritos estejam no trabalho dos nossos órgãos de segurança. Lembrando que o Portal da Transparência, onde se pode encontrar uma gama variada de dados da região, encontra-se na Internet no endereço www.paranhana.org.br. É nesta hora que damos valor ao controle, como é bom ter dados sendo apurados e disponibilizados, como é bom poder saber o que acontece hoje para poder compara com ontem e projetar o amanhã. Se o resultado foi melhor, vamos continuar melhorando, se eventualmente piorar vamos encontrar caminhos e planejar ações para reverter e superar.

Marcos Kayser
Presidente CICS-VP
Entidade coordenadora da Agenda Paranhana 2020

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