Apresentação

Este blog é uma tentativa de traduzir o trabalho do pensamento em palavra escrita, com direito a falhas, equívocos e perdões.
Obrigado aos que tiveram o trabalho de dedicar sua atenção!

Perfil

Marcos Kayser é filósofo e empresário. Escreveu o livro O Paradoxo do Desejo, com prefácio de Márcia Tiburi, onde busca investigar a "mecânica do desejo nas relações de poder", e o livro Quando Tamanho não é documento, contando a história da gestão da TCA, empresa da qual é um dos fundadores e foi vencedora do Prêmio Nacional de Inovação. Idealizador do Scopi, software líder de mercado, que tem como objetivo ajudar as organizações a criarem a cultura do planejamento.

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PIB espelha a economia da região

O Pib da região, exercício 2007, continua nas últimas posições no ranking gaúcho, espelhando a realidade econômica do Paranhana. A região segue na 20.ª posição no Rio Grande do Sul de um total de vinte e duas, o que significa que estamos entre as três piores economias do Estado. No ranking do PIB per capita, que é o Pib dividido pela população, a região também manteve a mesma posição, apesar do PIB de 2007 ter tido um crescimento de 15,8% em relação a 2006, mas não foi suficiente para fazer a região melhorar a sua posição. Posição que confirma as dificuldades econômicas enfrentadas principalmente pelas empresas que dependem do mercado local. O melhor resultado em termos de PIB per capita em 2007 foi de Igrejinha, com um valor de R$ 15.573, que ocupa a 153ª colocação no Rio Grande do Sul. O segundo melhor resultado é de Três Coroas, com um valor de R$ 13.785 e a 198ª posição no Estado. Na terceira posição, Riozinho alcançou o PIB per capita de R$ 10.533, ocupando a 329ª colocação no Estado. Três municípios da região continuam com PIB per capita abaixo dos R$ 10 mil. Em Parobé, o valor foi de R$ 9.760 em 2007, na 372ª colocação no Estado. Rolante alcançou um PIB per capita de R$ 9.310 na posição 406. Por fim, Taquara continua com o pior PIB per capita do Vale do Paranhana com o valor de R$ 8.881,00, na posição 425 de um total de 496 municípios. A falta de indústrias pode ser apontada com uma das causas para a posição preocupante de Taquara. Posição que, infelizmente, não muda substancialmente de um ano para o outro, ao menos que surja ou se instale na cidade uma grande indústria, como ocorreu com a Schincariol em Igrejinha, o que fez com que a mesma desse um grande salto. O caso de Igrejinha aponta para a importância das influências políticas, talvez mais determinantes do que os aspectos técnicos que condicionam a decisão de uma grande empresa se instalar num dado lugar. E neste quesito parece que Taquara não está entre aquelas cidades com maior poder político, pois, se assim fosse, é bem provável que já teria trazido empreendimentos de grande porte para cá. Outra questão é o fator empreendedorismo. Ao que parece Taquara também não está entre aquelas com o maior potencial empreendedor, senão já teríamos um pólo industrial, pois os próprios empreendedores locais pressionariam o Executivo para criar o tão falado distrito industrial que há 20 anos atrás era Parobé. Hoje nem sei mais se há espaço para a criação de um distrito industrial, pois outras cidades vizinhas já possuem e oferecem melhores condições pois junto de seus distritos há inclusive incubadoras tecnológicas, como é o caso de Campo Bom. Com base no cenário atual, podemos pensar que os governantes do passado não souberam planejar o futuro de Taquara, não pensaram estrategicamente. Poderiam ter previsto o risco de perder Parobé e assim criar estratégias como evitar o surgimento de casas residenciais no distrito, como fez Gravataí, só a título de exemplo. Assim, não dá para excluir a grande parcela de responsabilidade dos governantes municipais pelo estágio da economia, em especial, de Taquara, e se espera que aprendam que é necessários planejar e ter visão de longo prazo.

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