Apresentação

Este blog é uma tentativa de traduzir o trabalho do pensamento em palavra escrita, com direito a falhas, equívocos e perdões.
Obrigado aos que tiveram o trabalho de dedicar sua atenção!

Perfil

Marcos Kayser é filósofo e empresário. Escreveu o livro O Paradoxo do Desejo, com prefácio de Márcia Tiburi, onde busca investigar a "mecânica do desejo nas relações de poder", e o livro Quando Tamanho não é documento, contando a história da gestão da TCA, empresa da qual é um dos fundadores e foi vencedora do Prêmio Nacional de Inovação. Idealizador do Scopi, software líder de mercado, que tem como objetivo ajudar as organizações a criarem a cultura do planejamento.

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Conspiração contra o Caridade

“Hospital continua atendendo normalmente”. Este é o título de uma reportagem, sem referência da autoria, veiculada no Jornal Panorama, do último dia 16, que causou surpresa na comunidade. Uma questão que suscitou dúvida é sobre quem realmente estaria sendo atendido normalmente. Os fornecedores certamente não. Seriam todos os pacientes, independente do grau de complexidade da enfermidade? A reportagem leva-nos a deduzir que se o Hospital continua atendendo normalmente é porque não deixou de fazê-lo. Alívio para aqueles que vinham acompanhando as sucessivas denúncias de negligência, trazidas por funcionários, médicos, pacientes e vereadores. Normalidade é o que se mais desejava e o que menos se supunha existir. Haveria então uma outra realidade por trás das denúncias? Mas o que estaria motivando médicos conceituados a inventarem um Caridade deteriorado?  E os funcionários, entre os quais aqueles com história na casa, denunciando maus tratos e salários atrasados? E aqueles pacientes que reclamaram falta de médicos especializados, medicamentos e até telefone? Convenhamos, não é fácil de acreditar que as acusações de onde vieram não tinham probidade. Contudo, é melhor mesmo considerar que o Hospital esteja funcionando na mais pura normalidade, como diz o filósofo: “uma realidade trágica é bem mais dolorosa que uma ilusão feliz”. Vamos imaginar que tudo não passou de intrigas da oposição que engenhou uma espécie de conspiração contra o Caridade. Esperamos agora que o Hospital seja ressarcido pelas difamações. Que o Judiciário julgue os culpados com a costumeira brevidade e os mesmos que não venham com recursos como é de praxe, atrasando a saúde da comunidade. Que incorra sobre os autores da conspiração não a cadeia, mas uma bela multa financeira, suficiente para o Hospital quitar todas as dívidas e continuar atendendo normalmente, a cada dia melhor, contando com a atuação sempre pontual e prestativa dos poderes executivo, legislativo e judiciário. E que Taquara volte a dormir tranqüila, porque tem um Hospital de verdade.

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