Apresentação

Este blog é uma tentativa de traduzir o trabalho do pensamento em palavra escrita, com direito a falhas, equívocos e perdões.
Obrigado aos que tiveram o trabalho de dedicar sua atenção!

Perfil

Marcos Kayser é filósofo e empresário. Escreveu o livro O Paradoxo do Desejo, com prefácio de Márcia Tiburi, onde busca investigar a "mecânica do desejo nas relações de poder", e o livro Quando Tamanho não é documento, contando a história da gestão da TCA, empresa da qual é um dos fundadores e foi vencedora do Prêmio Nacional de Inovação. Idealizador do Scopi, software líder de mercado, que tem como objetivo ajudar as organizações a criarem a cultura do planejamento.

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Cidade sem praça, corpo sem alma

Na enquete veiculada no Paranhana Online que perguntava pela satisfação com a administração pública em Taquara, me manifestei nos comentários, ressaltando o aspecto da aparência da cidade, que segundo o meu olhar particular está feia, suja e mal cuidada. Argumentei que, infelizmente, por uma questão de honestidade e amor pela cidade, não dá para se sentir satisfeito com Taquara e, por consequência, com o Executivo da cidade.  O mato toma conta das ruas e das calçadas e a Prefeitura tem grande parcela de responsabilidade, pois além de manter limpo os espaços que competem a ela, deveria cobrar dos munícipes que mantivessem limpas as calçadas em frente a suas propriedades, inclusive em frente aos terrenos sem calçadas. Todos sabemos que grande parte da população cumprirá com suas responsabilidades, na medida em que perceba que a Prefeitura está fazendo a sua parte. Também só fará se o vizinho fizer e para isso a Prefeitura, como zeladora do ordenamento municipal, precisa ser mais incisiva para cobrar de todos. E quando falamos de Prefeitura não nos restringimos exclusivamente ao prefeito, mas também a sua equipe, a quem compete pensar as alternativas para superar os obstáculos e desenvolver uma gestão eficaz em todos os aspectos. Outro exemplo de insatisfação é o estado das praças em Taquara, especialmente as duas do centro, no coração da cidade, incluindo o Parque do Trabalhador. Para não ir muito longe, comparemos com as praças e parques das cidades da Serra (Bento, Caxias, Nova Petrópolis, Gramado) e também com praças de cidades vizinhas (Igrejinha, Rolante, Parobé). A diferença é muitíssimo grandiosa. A falta de dinheiro, tão alegada e provável, mas pouco demonstrada, não pode ser impecílio único para que a Prefeitura eleja algumas prioridades, mesmo porque quem assume uma Prefeitura, teoricamente deveria ter ciência antecipada sobre o panorama econômico e financeiro que terá pela frente. Não haveria alternativas? É impossível reunir arquitetos que tenham afinidades com a cidade para que façam projetos que possam ser votados pela comunidade, junto com o orçamento para a reforma? Pôxa, não dá pra conceber que a cidade não tenha uma praça central, cartão de visita da cidade que, no caso de Taquara, poderia formar um conjunto harmonioso com os prédios históricos que a cercam. Uma praça acolhedora, bem arborizada, com espaços para leitura, jogos, namoro e conversa fiada. E este assunto de praça já é muitíssimo antigo. É bom lembrar que dentre os últimos prefeitos nenhum fez algo pela praça que mereça aplauso prolongado, contrariamente, merecem vaias, pois só a desconfiguraram. Fazendo uma analogia com o corpo humano, “cidade sem praça é como um corpo sem alma”.

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